e que venha 2010
•27/12/2009 • Deixe um comentárioMelhores discos de 2009 – best albums of 2009
•19/12/2009 • Deixe um comentárioPrimeiro da lista
Artista: Animal Collective
Album: Merriweather Post Pavilion
Data de Lançamento: 12 de janeiro de 2009
Gênero: rock, experimental, indie
Nota: 9,2
Em que é sem dúvida o seu melhor lançamento até à data, Animal Collective emitiu o mais user-friendly álbum de sua brilhante carreira de 7 anos. Versões anteriores, como Here Comes the Indian (2003) e Strawberry Jam (2007) foram lindos e complicados, mas a natureza experimental do seu trabalho tem feito frequentemente para contestar (se não é difícil ouvir) – eles nunca realmente apelou para sensibilidades mainstream, nem tenham realmente tentado. Mas com Merriweather Post Pavilion, Animal Collective lançou seu primeiro álbum pop “e agora estão prestes a tomar a sua carreira para um nível diferente.
Merriweather Post Pavilion é uma vitrine para a banda e seus talentos. O álbum apresenta todas as marcas Animal Collective: sound design sofisticado, o minimalismo modal, varrendo extensões, melodias fantásticas e letras provocantes. Animal Collective, o duo de Avey Tare (aka David Porter) e Panda Bear (aka Noah Lennox), tem produzido faixas que são carregadas de impulsos eletrônicos e incha, o tempo todo vestida com harmonias Brian Willsonesque e um espaço profundo acústico. E, para que seus fãs temem que tenha ido comerciais, seus arranjos de música são ainda muito pouco convencional e inovador.
O que faz Merriweather Post Pavilion particularmente notável é como inerentemente listenable que é e como ela se reinventa a cada escuta.
O álbum também apresenta notável arte de capa em que a folha verde como os objetos aparecem para influenciar e fluxo. Na verdade, como a capa do álbum, Animal Collective a ser uma das bandas mais originais e talentosas do mundo.
Segundo
Artista: And So I Watch You From Afar
Album: And So I Watch You From Afar
Data de Lançamento: Abril de 2009
Gênero: post-rock
Nota: 9,1
Vindo da Irlanda do Norte, And So I Watch You libra From Afar (aka ASIWYFA) fora de guitarra de alta energia impulsionada instrumental post-rock, que combina a sofisticação sonora do Explosions In The Sky e Mogwai, o peso do Pelican e melódico / complexidade rítmica das batalhas. Mas dizer que essa banda é derivado seria leonino – ASIWYFA é a sua própria banda com um som que é distintamente os seus próprios.
And So I Watch You From Afar é um embaraço de riquezas, um álbum repleto de riffs poderosos, mind-bending sulcos, performances e arranjos intrincados virtuosística. Provavelmente a melhor pós-liberação de rock de 2009.
Terceiro
Artista: Japandroids
Album: Pós-Nada
Data de Lançamento: 4 de agosto de 2009
Género: indie-rock, noise-rock
Nota: 9,0
Pós-Nada, a estréia da dupla Japandroids Vancouver, é um daqueles álbuns que poderiam ser facilmente esquecido e passou como um outro esforço no excesso de ruído, de repente lotado cena rock. Mas um exame mais atento revela riffs cativantes, performances incrivelmente bem e não faltam excelentes melodias e grooves. E com letras como: “We used to dream, now we worry about dying,” along with song titles like “ juntamente com títulos de músicas como “I Quit Girls”, é um acéfalo: Pós-Nada é realmente um dos melhores álbuns de 2009.
Quarto
Artista: The Antlers
Album : Hospice
Gênero: rock indie, chamber pop, lo-fi, experimental
Nota: 8,9
Dark and brooding, cuidados paliativos é o quarto álbum de estúdio do The Brooklyn Antlers. A ideia de Pedro Silberman, The Antlers são como uma versão mais experimental do Bon Iver e The Walkmen. Hospice crônicas Silberman jornada pessoal através de temas de isolamento, morte e sua relação com o mundo. O belíssimo “Prologue” é um destaque definitiva sobre o que é um álbum muito bom, mas desafiador.
Quinto
Artista: Atlas Sound
Album: Logos
Data de Lançamento: 20 de outubro de 2009
Genre: post-rock, experimental, indie rock, alt-rock
Nota: 8,9
Atlas Sound é o projeto solo de Bradford James Cox, vocalista do quarteto de Atlanta Deerhunter. Logos é o acompanhamento da sua estréia, Let the Blind Lead Those Who Can See mas não pode sentir.
Muitas vezes, repleta de texturas ambiente e zona de pós-rock-outs, Logos é um primor de álbuns produzidos e intrincada que presta tanta atenção à textura e design de som como faz a força completa pura. Elenco aparições de Noah Lennox (Animal Collective, Panda Bear) e Laetitia Sadier (Stereolab), o álbum é abençoada com algum talento excelente. A faixa Sadier em particular, a épica e deslavado “Quick Canal”, é emblemático da capacidade de Cox a atmosfera se entrelaçam com a melodia.
Though Atlas Sound could be considered more experimental and daring than Deerhunter, closer inspection reveals a highly accessible album. Embora Atlas Sound poderia ser considerado mais experimental e ousada que Deerhunter, uma inspeção mais minuciosa revela um álbum altamente acessível. Don’t let the labels fool you: Logos will appeal to a wide cross section. Não deixe que os rótulos de enganá-lo: Logos vai apelar para uma seção transversal de largura. Don’t miss this one. Não perca esta.
Though Atlas Sound could be considered more experimental and daring than Deerhunter, closer inspection reveals a highly accessible album. Don’t let the labels fool you: Logos will appeal to a wide cross section. Don’t miss this one.
e a lista segue
- [8.8] Neko Case: Middle Cyclone
- [8.8] Isis: Wavering Radiant
- [8.8] Fever Ray: Fever Ray
- [8.7] Wild Beasts: Two Dancers
- [8.7] Tortoise: Beacons of Ancestorship
- [8.7] Russian Circles: Geneva
- [8.7] Raekwon: Only Built 4 Cuban Linx…Pt. II
- [8.7] Metric: Fantasies
- [8.7] Mastodon: Crack the Skye
- [8.7] Cymbals Eat Guitars: Why There Are Mountains
- [8.6] Various: Dark Was the Night
- [8.6] The Veils: Sun Gangs
- [8.6] Sun O))): Monoliths and Dimensions
- [8.6] Grizzly Bear: Veckatimest
- [8.5] PJ Harvey and John Parish: A Woman a Man Walked By
- [8.5] maudlin of the Well: Part the Second
- [8.5] Dirty Projectors: Bitte Orca
- [8.5] Converge: Axe to Fall
- [8.5] Bill Callahan: Sometimes I Wish We Were Eagles
- [8.5] Bibio: Ambivalance Avenue
- [8.5] Baroness: Blue Record
- [8.5] Art Brut: Art Brus Vs. Satan
- [8.5] Absu: Absu
- [8.4] The Very Best: Warm Heart of Africa
- [8.4] Pyramids: Pyramids with Nadja
- [8.4] Mew: No More Stories Are Told Today…
- [8.4] jj: jj n° 2
- [8.4] Heartless Bastards: The Mountain
- [8.4] Dinosaur Jr.: Farm
- [8.4] Dan Deacon: Bromst
- [8.4] Built to Spill: There Is No Enemy
- [8.4] Bat for Lashes: Two Suns
- [8.3] YACHT: See Mystery Lights
- [8.3] The Horrors: Primary Colours
- [8.3] Pelican: What We All Come to Need
- [8.3] Obituary: The Darkest Day
- [8.3] Mos Def: The Ecstatic
- [8.3] Girls: Album
- [8.3] Caspian: Tertia
- [8.3] Camera Obscura: My Maudlin Career
- [8.3] Bloodhorse: Horizoner
- [8.3] Antony and the Johnsons: The Crying Light
- [8.2] The Flaming Lips – Embryonic
- [8.2] Sonic Youth: The Eternal
- [8.2] Modest Mouse: No One’s First and You’re Next
- [8.2] Kylesa: Static Tensions
- [8.2] Handsome Furs: Face Control
- [8.2] Black Crowes: Before the Frost/Until the Freeze
- [8.1] Yeah Yeah Yeahs: It’s Blitz!
- [8.1] Tombs: Winterhours
- [8.1] Morrissey: Years of Refusal
- [8.1] Manic Street Preachers: Journal for Plague Lovers
- [8.1] Lightning Dust: Infinite Light
- [8.1] DOOM: Born Like This
- [8.1] DM Stith: Heavy Ghost
- [8.1] And You Will Know Us by the Trail of Dead: Century of Self
- [8.0] The Pains of Being Pure at Heart: The Pains of Being Pure at Heart
- [8.0] Loney, Dear: Dear John
- [8.0] Katatonia: Night is the New Day
- [8.0] Alice in Chains: Black Gives Way to Blue
- [7.9] The xx: The xx
- [7.9] Röyksopp: Junior
- [7.9] Neon Indian: Psychic Chasms
- [7.9] Dananananaykroyd: Hey Everyone
- [7.9] Bear in Heaven: Beast Rest Forth Mouth
- [7.9] Andrew Bird: Noble Beast
- [7.8] The Phantom Band: Checkmate Savage
- [7.8] The Dead Weather: Horehound
- [7.8] Swan Lake: Enemy Mine
- [7.8] St. Vincent: Actor
- [7.8] M. Ward: Hold Time
- [7.8] Jonsi and Alex: Riceboy Sleeps
- [7.8] Future of the Left: Travels With Myself and Another
- [7.8] Doves: Kingdom of Rust
- [7.8] Arctic Monkeys: Humbug
- [7.7] Them Crooked Vultures: Them Crooked Vultures
- [7.7] The Derek Trucks Band: Already Free
- [7.7] The Decemberists: The Hazards of Love
- [7.7] Slayer: World Painted Blood
- [7.7] Phoenix: Wolfgang Amadeus Phoenix
- [7.7] Monsters of Folk: Monsters of Folk
- [7.6] The Soundtrack of Our Lives: Communion
- [7.6] The Mars Volta: Octahedron
- [7.6] Soap&Skin: Lovetune for Vacuum
- [7.6] Patrick Watson: Wooden Arms
- [7.6] Omar Rodriguez-Lopez: Old Money
- [7.6] Irepress: Sol Eye See I
- [7.6 The Arusha Accord: The Echo Verses
- [7.5] The Most Serene Republic: …And the Ever Expanding Universe
- [7.5] Nile: Those Whom the Gods Detest
- [7.5] Duncan Sheik: Whisper House
- [7.5] Cursive: Mama, I’m Swollen
- [7.4] The Fiery Furnaces: I’m Going Away
- [7.4] Sufjan Stevens: The BQE
- [7.4] Porcupine Tree: The Incident
- [7.4] Passion Pit: Manners
- [7.4] Papercuts: You Can Have What You Want
- [7.4] Au Revoir Simone: Still Night, Still Light
- [7.4] A Storm of Light/Nadja: Primitive North
- [7.3] Wavves: Wavves
- [7.3] Sian Alice Group: Troubled, Shaken, Etc.
- [7.3] Múm: Sing Along to Songs You Don’t Know
- [7.3] Moderat: Moderat
- [7.3] Great Lake Swimmers: Lost Channels
- [7.3] Behemoth: Evangelion
- [7.2] White Rabbits: It’s Frightening
- [7.2] My Dying Bride: The Lies I Sire
- [7.2] Mirah: (A)spera
- [7.2] Matt & Kim: Grand
- [7.2] If These Trees Could Talk: Above the Earth, Below the Sky
- [7.2] Every Time I Die: New Junk Aesthetic
- [7.1] Om: God is Good
- [7.1] Health: Get Color
- [7.1] Bon Iver: Bloodbank [EP]
- [7.0] The Black Dahlia Murder: Deflorate
- [7.0] A.C. Newman: Get Guilty
[Paulo Cruz]
The Mars Volta – Olympia Theatre, Dublin
•17/12/2009 • Deixe um comentárioPense muito sobre The Mars Volta, e você pode acabar se tornando muito confuso e frustrado. A partir do imediatismo e convencionalidade comparativa dos At The Drive-In foi um dos expoentes hoje da prog-ismos e interlúdios jam prorrogado. Para a dupla criativa do vocalista Cedric Bixler-Zavala e do guitarrista Omar Rodríguez-López, cada show é um slot à tarde em Woodstock. Como muitas bandas matariam para poder saciar-se que muito, para testar os limites da paciência de seu público e ainda manter seu ardor febril. Mas não há tal coisa como um gênero ruim – apenas músicas ruins, e não importa como ícone At The Drive-In pode ter sido, não importa o quanto você ama os afros, The Mars Volta não estaria no número álbum de estúdio, cinco se não sabia uma coisa ou duas sobre songwriting. O ponto é provado na chave de abertura de faixas neste primeiro show manchete nunca irlandês (que têm aparecido na ‘Inertiatic ESP’ (incorporando ‘Son Et Lumiere’) é amado por muitos fãs por ser a primeira música que ouviu pelo grupo, e sua emocionante falhas código Morse são suficientes para trazer a multidão expectante ao ponto de ebulição. A segunda faixa é “Cotopaxi”, uma de três e meia da laje minutos de funk duro fora Octahedron deste ano. Bixler, debatendo e chicotadas a liderança mic como um leão hirsute Tamer, o líder é uma prisão – cobra-neurastênico, misteriosamente não-comunicativos e de aparência estranha – que é um alívio porque Rodriguez não vai dar-nos um de seus famosos super – a-ombro-e-back-flips guitarra novamente.
Apesar do ritmo caleidoscópico, o volume de cabelo e assustador, cogumelos-tinged visuais pré-colombiana, este o mais intransigente de grupos servidas para agradar a multidão. Fomos tratados de “O Led Zeppelin Widow’ de lamentar, a salsa-metal de” Roulette Dares ‘e em’ Cicatriz ESP ‘, uma granada goosebump caralho enorme. Tanto quanto foi favorável, que era ele.
Um abraço no Almodóvar
•13/12/2009 • Deixe um comentárioLos Abrazos Rotos (título original) marca a quarta colaboração entre o diretor e a atriz Penélope Cruz. O filme se passa em Madrid, e gira em torno de Mateo Blanco (Lluís Homar) – ou Harry Caine – um roteirista e ex-diretor de cinema que fica cego num acidente de carro. A história é contada através de flashbacks, então, acompanhamos os anos 1992, 1994 e 2008.
Além da história de Mateo, ficamos sabendo de um caso que ele teve com Magdalena (Penélope Cruz). Entre um flashback e outro, descobrimos armações, intrigas e romances que aconteceram durante a filmagem do filme (dentro do próprio filme) Chicas y Maletas, que por sua vez, é Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos com algumas alterações.
Parece confuso, mas ao assistir o filme, só o que se pode pensar é que Almodóvar é um gênio. A história é divertida, emocionante e conta com pitadas de cinema noir. Uma das cenas mais comentadas é o processo de criação de um roteiro sobre vampiros, escrito por Mateo e Diego (Tamar Novas), o filho da agente de Mateo, Judi (Blanca Portillo). Há quem diga que é uma alfinetada na febre Crepúsculo, True Blood e derivados.
A trilha sonora não é tão expressiva quanto eu esperava, porém, conta com músicas de Cat Power e Uffie, entre outros. No entanto, as cores de Almodóvar ainda estão presentes, e quem melhor do que mostrar tais cores do que Penélope Cruz? Como em Volver e Vicky Cristina Barcelona, Penélope está deslumbrante e perfeita no papel, forte, triste e engraçada na medida certa. Uma coisa que gosto nos filmes do Almodóvar é a presença das figurinhas carimbadas, como Penélope, Blanca Portillo, Rossy de Palma e Lola Dueñas, como uma hilária leitora de lábios.
Eu senti falta da musa principal, Carmen Maura, ele deveria ter achado um lugar pra ela, mas, mesmo sem ela, o filme é perfeito! Vale muito a pena! Abaixo, o trailer pra quem ainda não conhece:
[Paulo Cruz]
O Mágico de Oz – 70 Anos
•13/12/2009 • Deixe um comentárioEm 2009, a adaptação para os cinemas do conto fantasioso de Lyman Frank Baum completa 70 anos desde seu lançamento. O filme, lançado em 1939, tornou-se um marco do cinema por diversos fatores. Foi uma das primeiras produções a usar o recurso de technicolor (para deixar as cenas coloridas), alçou Judy Garland – que já era popular na época – ao status de verdadeira estrela de Hollywood, apresentou canções originais que o mundo cantaria até os dias de hoje, e foi uma das primeiras adaptações de obras literárias que puderam ser vistas nas telas dos cinemas.
É difícil fazer um post sobre os 70 anos da película sem comentar sobre as diversas variações da história que surgiram no decorrer do tempo. Até mesmo o próprio livro, lançado pelo escritor nascido em Chittenango, NY, ganharia mais treze (!) continuações, criadas pelo próprio. Frank Baum, que era fascinado por literatura e teatro desde a infância, lançou diversos livros infantis e adultos, mas entregou ao mundo sua obra definitiva – “O Mágico de Oz” – somente em 1900. A história de Dorothy, garota que é levada à uma terra desconhecida por um furacão repentino e procura, com a ajuda de um espantalho, um leão e um homem de lata por um mago poderoso que pode mandá-la de volta pra casa foi um grande sucesso de vendas na época, tendo sido posteriormente adaptada para os palcos da Broadway, permanecendo em cartaz por nove anos.
Incrivelmente, o aniversário da versão cinematográfica foi comemorado de forma discreta em alguns lugares do mundo. A cidade de Wamego, no Kansas, realizou diversos eventos em comemoração à data, além de manter há anos o “museu” de “O Mágico de Oz”, que possui no acervo mais de 25 mil (!!) peças relacionadas ao filme, incluindo um figurino original usado por Judy Garland nas filmagens do mesmo. No resto do globo, os setenta anos do lançamento foram celebrados sem muito alarde – os grandes estúdios e redes de lojas não deixaram de prestar suas homenagens e, de quebra, talvez lucrar um pouco com isso…
A Warner Bros. , em companhia da “Swarovski” convidou diversos designers/estilistas famosos para fazerem releituras bem glamourosas do famoso sapatinho de rubi que a protagonista usa para realizar seus desejos (curiosidade: no livro, eles não são rubi, são prateados!) A exposição “The Wizard of Oz Ruby Slipper Collection” – que mostrará as criações de nomes como Manolo Blahnik, Jimmy Cho e até Gwen Stefani e sua grife L.A.M.B – esteve na Mercedez Benz Fashion Week no mês de Setembro, e, itinerante, estará em outras grandes cidades, como Miami, durante a Miami Art Week esse mês. Os sapatos serão leiloados daqui alguns meses, com o fim do evento.
Os estúdios lançaram também, em diversos países – incluindo Brasil – uma edição especial do filme em DVD, com 4 discos cheios de extras. Ok, o preço é salgado: em média, R$149.00 pelo Box completo. Lá, você pode encontrar materiais nunca antes vistos pelos fãs, produzidos na época do lançamento e também agora.
Gostaria de prestar sua homenagem a obra e convidar os leitores à conhecer – ou relembrar – esse clássico que recebeu dois Oscars (melhor trilha sonora e melhor música) , foi eleito pelo American Film Institute como o décimo melhor filme de todos os tempos e está guardado de forma carinhosa nas mentes de gerações que vivenciaram uma época diferente da nossa e agora, continua conquistando novos fãs apaixonados pelo reino de Oz e por uma história tão simples e ao mesmo tempo tão encantadora e marcante.
Pra finalizar, vamos relembrar uma das canções mais clássicas de todos os tempos e que está na trilha sonora do filme? Aposto que vocês sabem qual é…
[Paulo Cruz]
(500) Dias Com Ela
•12/12/2009 • Deixe um comentárioLos Hermanos – Bloco do Eu Sozinho [2001]
•09/12/2009 • Deixe um comentárioEmbora o Ventura também seja merecedor de um ranking como esse, não dá pra negar que foi o Bloco do Eu Sozinho o marco histórico na carreira dos Los Hermanos. Os caras sofreram uma mutação incrível ao parí-lo, entrando em um denial generalizado consequente ao estouro do hit Anna Julia. O disco é tomado por uma melancolia rascante, que de certa forma acaba assumindo uma frente carismática, através das melodias minuciosamente bem compostas e alegres. Todo Carnaval Tem Seu Fim abre os trabalhos, cantando uma alegria carnavalesca bastante hipócrita. Seguindo chegam as belíssimas A Flor, Retrato Pra Iáiá, Assim Será, Casa Pré-Fabricada, e aquela com a letra mais gênia ever: Cadê Teu Suín?, todas obras prima compostas por dois dos melhores poetas da década: Rodrigo Amarante e Marcelo Camelo. E no momento que o cara acha que já dá pra segurar os suspiros, chega Sentimental, uma avalanche de desconsolo que, num verso subliminar, justifica todo e qualquer joguinho de amor, quando afirma: “Se ela te fala assim, com tantos rodeios, é pra te seduzir e te ver buscando o sentido daquilo que você ouviria displicentemente. Se ela te fosse direta, você a rejeitaria.” Depois desse tapa na cara, neguinho nunca mais se recupera. Nem com as lindas finaleiras Deixa Estar, Mais Uma Canção, Fingi Na Hora Rir ou Veja Bem Meu Bem no repeat a semana inteira. Bloco é um lindo álbum, daqueles de deixar na prateleira e tocar pros netos daqui uns bons 50 anos.
créditos: mycool
Terceiro álbum do Arcade Fire pode sair em maio
•03/12/2009 • Deixe um comentárioJá cansou de fazer listinhas mentais dos discos esperados para 2010? Pois saiba que a listagem só tende a aumentar. Só para o primeiro semestre já podemos esperar novos trabalhos de, por exemplo, Black Rebel Motorcycle Club, Interpol, Strokes (?), She & Him, Spoon, Goldfrapp, Shout Out Louds, Keane, entre outros.
E não é que os nomes supracitados podem ganhar um companheiro de peso? Os canadenses do Arcade Fire estão com um disco sendo preparado e, de acordo com a Billboard, o terceiro trabalho da excelente banda quebequense deve ser lançado em maio do próximo ano! Ótima notícia para os fãs que, assim como eu, aguardam anciosamente pelo sucessor de Neon Bible – último disco do Arcade, lançado em 2007.
Notícias indicam que a banda passou os últimos seis meses em estúdio com o produtor Markus Dravs, que já trabalhou com Coldplay, Bjork e Brian Eno e foi, aliás, um dos engenheiros de som do último CD do Arcade Fire.
[Paulo Cruz]
Covers que valem a pena conhecer!
•28/11/2009 • Deixe um comentárioFiona Apple: Across The Universe (Beatles)

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=8gLWTtlMwo4&feature=fvw
Um daqueles casos em que a regravação é melhor do que a versão original. A dos Beatles é ótima, mas a tristeza envolvente que Fiona Apple emprestou a esse cover é de arrepiar.
Nelly Furtado: Sozinho (Caetano Veloso)

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=oSgTC6WXv7w
Nunca gostei muito de nenhuma das versões dessa música, mas o sotaque lusitado de Nelly Furtado deixou-a, no mínimo, um pouco mais cativante.
The Killers: Girls Just Wanna Have Fun (Cyndi Lauper)

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=-RrRSPjLvWI
Inspirados pela dance music em seu último álbum, pode ser que os garotos do The Killers tenham se empolgado o suficiente pra fazer um cover do clássico de Cyndi Lauper. Brandon sempre se solta nas dancinhas!
St Vincent – These Days (Nico)

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=1vxQs84FMWQ
A voz de St. Vincent soa frágil e indefesa nessa versão da música composta e gravada por Jackson Browne e posteriormente pela ex-vocalista do Velvet Underground, Nico. A letra da música é linda, um lamento. E cada pessoa que a interpretou mostra nuances completamente diferentes – ora a canção soa mais otimista, algumas vezes totalmente desesperançosa. Annie Clark, a.k.a St Vincent, por sinal, é uma ótima cantora, que pode vir a se tornar mais conhecida por uma música sua inserida na trilha sonora de “Lua Nova”. Conheçam a banda, mas não precisam ir ver o filme no cinema, tá?
One Republic: Mercy (Duffy)

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=fD8sLsvn9qQ
A banda, que ficou famosa ao gravar “Apologize” com Timbaland, regrava a música da cantora Duffy, que ficou impregnada na cabeça de muita gente no ano passado. Boa para aqueles que simpatizam com a canção, mas detestam os agudinhos da artista. Até eu que gosto, admito: de vez em quando é difícil ouví-la por períodos prolongados sem querer dar um soco no rádio. (?)
Johnny Cash: Hurt (Nine Inch Nails)

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=o22eIJDtKho
Johnny Cash se apropriou da música, com sua voz de mágoa e naturalmente melancólica. Outra no mesmo nível da versão original.
Florence And The Machine: Halo (Beyoncé)

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=0_ohj99qeBA
Depois do susto que levei com a cara da Florence Welch , a.k.a. Florence + The Machine na foto do vídeo, me atentei a versão curiosa de Halo que ela fez. Gosto da artista, mas não posso dizer que essa versão seria hit no meu mp3. (?) O resultado é estranho.
Ida Maria: Sweet About Me (Gabriella Cilmi)

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=aBITg73bYw8
Sabe a música do comercial do Rexona, com a mocinha de cabeça pra baixo? Ganhou uma versão menos “arrumadinha” da roqueira Ida Maria. Ficou ótima!
Corinne Bailey Rae: Sexyback (Justin Timberlake)

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=v5P9lZC4stE
Corinne Bailey Rae consegue, de certa forma, tirar todo o “assanhamento” (?) da música de Justin Timberlake.
Regina Spektor: Love Profusion (Madonna)

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=64mdCi95ySs
Ignore a má qualidade de gravação: Regina Spektor transformou um dos singles do álbum “American Life” em uma de suas músicas impecáveis tocadas no piano.
Elvis Costello: Beautiful (Christina Aguilera)

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=Gkd4rq0hRyY
Versão de “Beautiful”, música escrita por Linda Perry e interpretada por Elvis Costello que certamente marcou para os fãs da série House M.D!
[Paulo Cruz]
Epopeia em movimento: rumos da banda para 2010
•24/11/2009 • 1 ComentárioDepois de um ano com grandes conquistas, a banda Epopeia por enquanto da um tempo na loucura e retorna no ano novo com novos projetos. A banda me parece insaciável quando se fala de buscar novas vertentes na hora de compor suas músicas…
Em um breve papo com o guitarrista e ‘principal compositor’ da banda Herman G. Silvani, o Niko, conversamos um pouco sobre as novidades que estão por vir.
E ai Niko, quais bandas você anda escutando atualmente?
(Niko) Muita coisa.. por exemplo, agora, ouço a nona de bethoveen (que véia mais punk bicho!)..
sempre estou (estamos), antenados em bandas novas, sons exóticos ou não..
além do garage rock e do psicodélico/progressivo e soul, que sempre estão nos ouvidos.. poderia citar: mars volta, doctor deseo, astronauta pinguim, plástico lunar, goran bregovic, buena vista, patrulha, chucrobillyman, ruido/mm, mutantes, who, velvet underground, floyd, electric prunes, hendrix, cream, gogol bordello, reconteurs, entre outras…
Não faz muito tempo que vocês lançaram o ultimo cd, já estão pensando no próximo? Como esta o processo de composição, algum prazo pra lançamento?
Pois é. o cd novo está rodando por aí. e ainda estamos divulgando ele e tal. não pensamos nada para um próximo. nunca pensamos isso tão antecipadamente assim. a coisa acontece na hora que há uma necessidade, já que não temos obrigações com gravadora, mercado e tal. mas pretendemos gravar as músicas novas que já existem, e creio, que em breve estaremos compondo outras. o processo é praticamente o mesmo.. um tempo atrás, eu fazia sozinho as músicas, agora a Liza e a Eliz entraram nisso, o que gerou uma nova perspectiva e sonoridade. algumas das novas músicas já tem o sangue delas também. Já o Tuba, também tem sua parte, a bateria entra depois e é parte da composição, dentro da liberdade de criação de cada um. o suor feminino deu novo alento as nossas composições, e isso só acrescenta.
E qual é a idéia do próximo? Já tem algo definido com relação a isso?
Mas olha.. vai saber! a coisa acontece no caminho. idéias para o próximo, como já foi dito, não temos, pelo menos não agora. sempre percebemos o que está acontecendo, garimpamos algo novo, no sentido de trazer em si uma poética, uma estética que tenha sua própria linguagem. o mundo hoje, pede mais do que a linguagem musical/sonora, é preciso trabalhar as linguagens que estão em volta, no ar. os sentidos precisam ser provocados. casar timbres, sonoridades, com as letras, o visual, as cores (ou a falta delas), a postura da banda, presença de palco e tudo mais, para se chegar a algo maior, que a gente nem sabe direito o que é, mas existe. a busca e o risco é o que nos move.
Se alguém me pergunta, como faço pra compor, não sei muito o que responder, mas ao contrário do que muitos pensam, é um processo bem pensado, pra atingir certo objetivo, não sai do nada. E sempre é tudo muito pessoal, por mais que na maioria das vezes eu faça o uso de personagens.
Nisso, como é o processo de composição das letras de vocês? Há algum tema recorrente, que acaba sendo abordado em mais de uma música, como o que? Ou é algo que simplesmente aflora e não há controle?
É um pouco dos dois. a coisa acontece, deixamos que seja assim. mas, idéias existem também. quando componho só, uso o violão geralmente, tenho algumas letras anotadas por aí, alguns riffs e frases musicais, idéias.. as vezes rola juntar, adaptando uma coisinha aqui, outra ali.. mas geralmente, faço as letras e melodia, junto com a música, ao mesmo tempo, brincando sabe?! Experimentando… até penso em temas, mas quase nunca fecha. agora, com a presença da Liza e Eliz na ’sala de-composição’, isso flui diferente, mas neste mesmo processo, que, diga-se de passagem, já vem destilado de outros momentos. a coisa é meio surreal, experimental mesmo. não tem muita regra. talvez, sim, alguns critérios, mas isso não predomina. é um pouco de emoção e razão, do momento, além de inspirações fotográficas e poéticas. cinema, além de literatura e música, é um grande suporte para compormos. por aí… não tem um tema específico, mas posso dizer que muito gira em torno de imagens.
Vocês acabaram de se apresentar em Curitiba, como foi a experiência de tocar lá, qual é a diferença do público?
Ah, foi legal cara! o local era muito legal, apesar de não saber quem era o dono nem nada. lá existem muitas tribos, e tudo mais direcionado, talvez por haver mais opções e tal, os bares, a maioria pelo menos, são pequenos, porém simpáticos e aconchegantes, mas parece que o povo do rock não se mistura muito como aqui. tocamos para um público pequeno, umas 40 cabeças creio, mas foi bom, a energia rolou e o rock aconteceu. entre tragos e estragos, deixamos um pouco do nosso sangue e suor por lá.
hehehe
podcre, sempre tem que ter o trago
Opa! é combustível também…
teria mais algo que vocês talvez gostariam de estar divulgando neste espaço que ainda não foi abordado? o espaço esta ai.
Claro! somos parceiros no rock aqui na cidade. sem contar que a Ultraleve é uma das bandas que admiramos-curtimos-respeitamos.. mas é por aí. só não vou mencionar a tour no camboja, vietnã e em kosovo. nem o vídeo clandestino que já rodou no faustão e ninguém viu. o mais tá aí…
valeu Paulo! adelante el róque!
E ai quando que a Ultralepopeia vai contratacar?
Pois é.. quando vocês estiverem com a munição em dia, estamos aí…
P’ra fuzilar mesmo!
É isso ai em breve estaremos aprontando algo. abraços
* A Epopeia, entre outras coisas, é uma das bandas criadoras do projeto “Entrevero de Rock”, foi classificada para a semifinal do FEMIC, e tem dois CD’s gravados. O mais recente: “em mo.vi.men.to”, está sendo vendido em Chapecó nos seguintes locais: Café Brasiliano, Sebo Panacéia, Old Music, Palladium e Art Tattoo, ou com a banda; e em Xaxim na Zairo Tattoo Studio.
Para saber mais da banda e o que gira em torno dela, baixar músicas, contatar, etc.:
+ palcomp3 + purevolume + trama virtual
Tel.: (49) 9975.0881 (A/C Niko ou Liza)
[Paulo Cruz]
O parente mais foda da familia, Jorge Cruz
•21/11/2009 • Deixe um comentário
Nasci na Praia da Barra, no seio de uma família descendente de padeiros e guardas fiscais. O meu pai era treinador de futebol e a minha mãe cozinheira de chanfanas. Fiz a escola primária num colégio de freiras onde fui introduzido à fé e à religião. Aos fins-de-semana visitava militantes do PRP na prisão de Custóias. Com 10 anos, parti para Angola. Estudei na Escola dos Flamingos Cor-de-Rosa, Lobito, Benguela. Fui aprendiz de pesca em mar-alto sob vigilância de militares cubanos. Iniciei o treino em ginástica desportiva com o campeão mundial russo Lev Smedianov, embora a composição de refrões pop tenha afectado o meu rendimento. De regresso a Portugal, e já depois da morte de José Afonso, vivi na Charneca da Caparica, escrevi letras de hip-hop e formei um duo com o guitarrista Rui Jorge Abreu. Aos 15 anos, voltei à Praia da Barra onde celebrei casamento com uma jovem fotógrafa praticante de body-board. Fui basquetebolista. Li os existencialistas e formei o power-trio Superego que gravou em 1998 o disco “Quem Concebeu o Mundo Não Lia Romances” aclamado pela crítica por ter capa sépia. Ao vivo os Superego abriram para Sérgio Godinho e Jorge Palma e podem ser acusados de ter interrompido músicas para baixar do palco e participar em rixas. Com o segundo disco “A Lenda da Irresponsabilidade do Poeta” (2001) fecharam a sua história inscrita num manifesto cómico-radical que não lhes granjeou amizades. Pelo meio editei 300 exemplares de canções acústicas gravadas em cassete baptizadas de “O Pequeno Aquiles”. Licenciei-me em psicologia. Assinei os papéis de divórcio e fui tocar nas ruas de Barcelona e Santiago de Compostela. Estagiei com o músico guineense Oli Silva. Formei uma Fanfarra de música tradicional portuguesa de fusão. Dormi na Lagoa do Fogo e ouvi o “Time Out Of Mind”. Fui investigador na Universidade do Porto, àrea de feminismo e psicologia política. Em 2003, gravei o álbum “Sede” que viria a ser editado pela NorteSul. Dediquei-me à escrita de short-stories e romances de amor. Na primavera de 2006, formei 4 bandas e fui para a Sra. da Hora gravar “Poeira” com músicos portuenses do rock, do jazz, do reggae e da música tradicional. Esperei pelo S. João para me despedir do Hospital de Sto. António e mudei-me para Lisboa onde aprendi as profissões de bartender, porteiro e ensaísta. Em 2007, fui apresentado ao Tiago Guillul e ao Samuel Úria, fomos até Sesimbra gravar o primeiro disco do João Coração que acabei por co-produzir, e habituei-me a comer japonês em centros comerciais e a ler passagens da bíblia criteriosamente aconselhadas. O Manuel Fúria aproveitou para me ir oferecendo grades de minis até eu estar convencido a produzir Os Golpes. Gosto adquirido, comecei o ano de 2009 a produzir o João Só e Os (seus) Abandonados. Ainda em 2008, formei em Oeiras a banda de tráde-roque Diabo Na Cruz com o Bernardo Barata (Feromona) e o João Pinheiro (Tv Rural), à qual se juntam B(Fachada) e João Gil (V. Economics). Primeiro álbum para a FlorCaveira é gravado em Maio. Com a Helena Madeira (Dazkarieh e Mú) formo o duo niú-folque Os Vígaros. Chamo-me Jorge Cruz. Outra vez a mudar de casa.
http://www.myspace.com/jorgecruzpoeira
[Paulo Cruz]
Disco do Strokes é eleito o melhor da década
•18/11/2009 • Deixe um comentário‘Is This It’, primeiro da banda, foi lançado em 2001. Lista foi feita pela revista NME com a colaboração de músicos, produtores e compositores
O disco de estreia do Strokes, “Is This It”, foi eleito o melhor da década pelo importante semanário musical NME.
A publicação ouviu músicos, produtores, compositores e presidentes de gravadoras para compor seu ranking com os 50 álbuns mais relevantes da década.
Destacam-se na lista os títulos de rock, sendo 3 dos 5 primeiros colocados discos de estreia – além do Strokes, com “Is This It”, “Up The Bracket”, do The Libertines e “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not”, do Arctic Monkeys aparecem na relação.
Sobre o posto alcançado com o seu primeiro lançamento, Julian Casablancas, líder do Strokes, se disse espantado. “Isso é completamente louco! Eu achei maravilhoso quando soube, mas isso significa que foi uma boa década musical ou não? Eu não sei, eu sou um péssimo para julgar meu próprio trabalho”, disse o músico à BBC.
O ano de 2002 foi o mais representativo para a década, de acordo com a lista do NME. São 8 álbuns, incluindo lançamentos de Interpol, The Street e Queens of the Stone Age. Confira a lista completa:
1. The Strokes – “Is This It”
2. The Libertines – “Up The Bracket”
3. Primal Scream – “Xtrmntr”
4. Arctic Monkeys – “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not”
5. Yeah Yeah Yeahs – “Fever To Tell”
6. PJ Harvey – “Stories From the City, Stories From the Sea”
7. Arcade Fire – “Funeral”
8. Interpol – “Turn On The Bright Lights”
9. The Streets – “Original Pirate Material”
10. Radiohead – “In Rainbows”
11. At The Drive In – “Relationship Of Command”
12. LCD Soundsystem – “The Sound Of Silver”
13. The Shins – “Wincing The Night Away”
14. Radiohead – “Kid A”
15. Queens Of The Stone Age – “Songs For The Deaf”
16. The Streets – “A Grand Don’t Come For Free”
17. Sufjan Stevens – “Illinoise”
18. The White Stripes – “Elephant”
19. The White Stripes – “White Blood Cells”
20. Blur – “Think Tank”
21. The Coral – “The Coral”
22. Jay-Z – “The Blueprint”
23. Klaxons – “Myths Of The Near Future”
24. The Libertines – “The Libertines”
25. The Rapture – “Echoes”
26. Dizzee Rascal – “Boy in Da Corner”
27. Amy Winehouse – “Back To Black”
28. Johnny Cash – “Man Comes Around”
29. Super Furry Animals – “Rings Around The World”
30. Elbow – “Asleep In The Back”
31. Bright Eyes – “I’m Wide Awake, It’s Morning”
32. Yeah Yeah Yeahs – “Show Your Bones”
33. Arcade Fire – “Neon Bible”
34. Grandaddy – “The Sophtware Slump”
35. Babyshambles – “Down In Albion”
36. Spirtualized – “Let it Come Down”
37. The Knife – “Silent Shout”
38. Bloc Party – “Silent Alarm”
39. Crystal Castles – “Crystal Castles”
40. Ryan Adams – “Gold”
41. Wild Beasts – “Two Dancers”
42. Vampire Weekend – “Vampire Weekend”
43. Wilco – “Yankee Hotel Foxtrot”
44. Outkast – “Loveboxxx/The Love Below”
45. Avalanches – “Since I Left You”
46. The Delgados – “The Great Eastern”
47. Brendan Benson – “Lapalco”
48. The Walkmen – “Bows and Arrows”
49. Muse – “Absolution”
50. MIA – “Arular”
créditos: multi show
[Paulo Cruz]
I’m From Barcelona [dica]
•11/11/2009 • Deixe um comentário
A melhor banda de 29 membros da Suécia em toda a história. Hahaha! Óbvio que sim, aliás é a melhor banda de 29 membros de todos os tempos. A maioria não é composta por músicos profissionais e sim por amigos do mentor do projeto/banda Emanuel Lundgren. Aliás, Lundgren é um multi-instrumentalista talentoso, com faro para sensibilizar grandes públicos com suas canções ingênuas e singelas. O I’m From Barcelona se destaca por arranjos graciosos, que nos remetem à canções de programas infantis, ou de rodas de acampamento de igreja. O coral de vozes presente, é aplicado e incansável em diversos trechos do disco. Mas não pense que eles soam essencialmente inocente. No disco Let me Introduce my Friends, eles demonstram a riqueza de precisão vocal, a habilidade em incrementar algumas passagens de uma canção com ótimas paredes de vozes, harmoniosas e alternadas. Os arranjos instrumentais se alternam no frenesi de momentos mais calorosos e em outras na pacífica levada de circunstâncias mais ternas e afáveis. Você pode começar a traçar uma lista de bandas parecidas, mas pode ter certeza, embora eles soem como aquelas bandas indies de “rock fofinho” (ê termo!), tipo Architecture in Helsinki, eles são bem diferentes pela direção que tomam ao utilizar plataformas vocais elaboradas e bem complexas. Você pode começar a tentar lembrar do nome daquela banda gigantesca… o Poli, Polyph… Polyphonic Spree! Sim, tudo bem, a banda é grandona como eles (tem 23 membros), mas são mais reflexivos, mais psicodélico e menos acessíveis aos ouvidos. Mesmo assim, também é uma ótima banda.
O primeiro disco da banda, lançado em 2006 é iniciado com ‘Oversleeping’, uma canção de harmonia relaxante, empolgante pela forma que se intensifica ao chegar no refrão. O sabor “adocicado” da melodia é aumentado por toques de sinos ao fundo. Os vocais em massa já mostram o quanto são importantes. ‘We’re From Barcelona’ é agradável com seus acordes dedilhados com capricho e seu ritmo sereno, numa bateria que te faz bater os pés ao ouví-la. Ela chega ao seu auge com os surreais “na-na-nas” que fazem ponte entre o refrão e a próxima estrofe. É realmente diferente notar que mesmo cheio de inserções vocais, com pequenos fraseados e “uhuuuuus”, o mais atraente na faixa é como toda a música é cantada por uma multidão de vozes. ‘Treehouse’ é envolvida por um baixo que dita o ritmo à batidas que parecem mais batidas de palmas. A letra nos envia aos melhores momentos da infância, quando tudo era uma fantasia, quando as cabanas que fazíamos (é, o Brasil não tem a cultura infantil de criar casas de árvore) eram a nossa fulga, quando acreditávamos que ali estávamos seguros:
I have built a treehouse
I have built a treehouse
Nobody can see us
It’s a you and me house
O fim da canção é magistral, com um mar de vozes se esparramando em opulentas e extensas linhas de harmonia. ‘Chicken Pox’ é mais pop, mais similar com o que você ouve por aí, sai da “novidade” que o disco propõe, mas ainda sim é uma bela canção. É de levada aprazível, num folk vistoso cheio de acordes bem apresentados numa melodia bem cativante. Os vocais peculiares da banda ainda dão uma pitada de classe ao refrão.
Dê o rótulo que quiser, mas a verdade é que essa banda promissora e diferenciada vem crescendo aos poucos, viajando pelo mundo, apresentando um trabalho que não há como não ser notado. E com 29 cabeças ativas na banda, é difícil imaginar um momento sem inspiração para eles. Vamos ver o que vem por aí.
*Sugestão de Mih Nakano
Set List
1- Oversleeping
2- Collection of Stamps
3- We’re from Barcelona
4- Treehouse
5- Jenny
6- Ola Kala
7- Chicken Pox
8- Rec & Play
9- This Boy
10- Barcelona Loves You
11- The Saddest Lullaby
[Paulo Cruz]
Uma Bela Trilha Para Um Domingo Bucólico
•08/11/2009 • Deixe um comentário
Depois de dois belos discos Quiet is the new loud de 2001 e Riot on na empty street de 2004 , somos brindados com um novo disco deste dueto que, transita muito bem entre suas influências pop com uma roupagem bossanovística, trazendo uma áura e estética bucólica em suas canções, pelas temáticas envolvendo amizade, encontros e companheirismo. Tudo bem, até parecem piegas estes temas e tudo mais, mas o belo trabalho de suas melodias e arranjos vocais constróem todo este quadro simpático e cativante de suas músicas.
Durante este hiato de 5 anos, Erlend øye se aventurou em outros projetos, como The whitest boy alive. Já Eirik Glambek Bøe se engajou em seu outro projeto Kommode. Este afastamento durou até o encontro dos dois no México, em 2007, na mesma praia que aparece na capa do disco.Duas semanas depois eles voltaram a tocar juntos para uma apresentação no México. Segundo øye, foi um reencontro que trouxe novo frescor àquela amizade, sendo condensada em algumas canções, que acabaram dando neste novo trabalho. São duas pessoas que precisam uma da outra para libertar suas verves criativas, diz øye.
Nesse novo disco, somos brindados com várias texturas que nos transportam para um lugar paradisíaco, dando aquela sensação de frescor em nossa memória, resgatando nossa nostalgia das férias infantis. A primeira faixa, 24-25 começa nos mostrando que o Kings continuam com o mesmo tom, assim como nos outros discos. Mas com uma certa diferença, temos a impressão de voltar àquele primeiro disco, um tanto quanto mais enxuto relativa à sonoridade e os instrumentos. Em Riot on a empty street havia muitas cordas, piano e até bateria, no hit I’d ratter dance with you. Em Declaration Of Dependence temos novamente estes instrumentos, mas a batida no violão e o cello são as figuras que nos conduzem nessa viagem.
Em Mrs Cold ,Rule My World temos uma nova levada, trazendo novas cores ao disco. Enfim uma viagem que pra quem curte os primeiros discos do Belle And Sebastian, M. Ward, Feist, Badly Drawn Boy dentre outros, irá gostar deste novo trabalho. Pode não ser uma grande inovação dos outros dois, mas, enfim o que basta é que continuam na boa forma e aguardar a promessa do retorno do duo ao Brasil nesta nova turne. Eles já passaram por aqui no TIM festival de 2005, e Erlend também veio na Invasão Sueca, no Rio de Janeiro em 2007. Espero que desta vez, Erlend seja um pouco mais tolerante com os ruídos da platéia. Algo que incomodou-os durante suas apresentações por aqui. Tá certo que Erlend tem um ar um tanto quanto pedante e sarcástico, mas o que interessa aqui é a sua música.
O disco saiu nos Estados Unidos em 20 de outubro deste ano, e alguns vídeos e singles já podem ser encontrados pela internet, assim como o disco, vá a busca!
[Paulo Cruz]
Charly Garcia volta e mostra a força do rock argentino
•04/11/2009 • 1 Comentário

Aos 58 anos ,o roqueiro e compositor portenho, não é conhecido no Brasil como deveria, polêmico por natureza, é um maluco beleza portenho e gênio do rock local e na língua espanhola.
Na estrada há muito tempo, fundador de bandas mito como Sui Generis (1969 – 1975), PorSuiGieco (1974-1976), LA Máquina de Hacer Pajaros (1975-1977), Serú Girán (1978-1982) e gigante carreira solo… é mais um mito argentino de gerações que depois de mais uma internação, voltou à ativa com uma série de shows lotando estádios em Buenos Aires, Santiago do Chile e Lima… nada do Brasil… entra para a Wish list.
Confiram o vídeo de um dos pontos alto do Show, “Rezo por Voz” com o seminal Luis Alberto Spinetta (El Flaco) co-autor da canção de 1985. (23/Out/09). Seguido do enorme set-list dessa noite inspirada. [Paulo Cruz]
SET LIST
1. El Amor Espera
2. Rap del Exilio
3. No Soy Un Extraño
4. Cerca de la Revolución
5. Chipi-Chipi
6. Fanky Play Video Play Video
7. No Te Animás a Despegar
8. Demoliendo Hoteles
9. Promesas Sobre el Bidet
10. Adela en el Carrousel
11. Rezo Por Vos
12. Yendo de la Cama al Living
13. Canción de 2 x 3
14. Nos Siguen Pegando Abajo
15. Influencia
16. Llorando en el Espejo
17. Pasajera en Trance
18. Raros Peinados Nuevos
19. Me Siento Mucho Mejor
20. Tu Vicio
21. Buscando un Símbolo de Paz
22. No Me Dejan Salir
23. No Voy en Tren
BIS
24. Deberías Saber Por Qué
25. Hablando a Tu Corazón
26. Rock & Roll Yo
27. Encore 2:
28. No Toquen
BIS
29. No se va a llamar mi amor
Primeiro concurso brasileiro de microcontos do Twitter
•02/11/2009 • Deixe um comentárioMicrocontos existem aos montes no Twitter. Aliás, no começo ouvi muita gente dizer que o Twitter era um ótimo ambiente para publicá-los.
A novidade é que começou o 140 Letras, o 1º Concurso Brasileiro de Microcontos do Twitter. Quem ganhar leva para casa 4 livros da Coleção Bactéria. Eu serei um dos jurados.
Para participar, basta publicar um microconto no Twitter até o dia 20 de setembro. Mas antes da mensagem escreva “#140″ para identificar que você está participando do concurso.
Pode participar com quantos microcontos quiser.
O resultado será divulgado no site e no Twitter do 140 Letras, no dia 30 de setembro.
Informação publicada no site do Ministério da Cultura.
[Paulo Cruz]
outrOlado
•27/10/2009 • Deixe um comentárioO Evento
É um evento que consiste em uma programação de atividades relacionadas à música, teatro, consciência ambiental e oficinas de arte.
O projeto prevê a realização de shows nacionais e internacionais, teatros, apresentações de composições próprias, camping, rádio durante o evento, OCAS (Oficina Cultura e Arte), entre outras atrações.
Será realizado em dois dias.
As empresas patrocinadoras poderão abrir o evento, podendo utilizar o telão e palco.
Será uma forma de mostrar à comunidade artistas de diferentes áreas, além de trazer uma alternativa de entretenimento para o público em geral.
Período
07 e 08 de novembro de 2009
Hoteis
Itai palace (3 estrelas) a 5 minuto do local – 49 3643 0002
City hotel a 10 minutos do local – 49 3643 0177
Local
Camping Rio Flor
São José do Cedro – SC
Horário
Aberto ao público a partir das 18h do dia 06/11
ATRAÇÕES:
SHOWS: 20 bandas, sendo uma delas “Trupe Sonora Casa de Orates” a qual tocou nos últimos “Psicodália”, “Raiz”, banda de reggae argentina, o resto das bandas ainda não estão escaladas, mas serão bandas independentes, da cena do rock e pop nacional.
OCAs: Oficinas que tem como objetivo proporcionar um espaço onde as pessoas sintam-se parte do todo que o evento representa, não somente usufruindo dele, mas também o construindo. As OCAs serão espaços de fomentação da cultura e arte através de oficinas. Teremos OCAs de yoga, artesanato, malabares, teatro, reciclagem entre outras a serem confirmadas.
ESPAÇO DE EXPRESSÃO CULTURAL: Espaço alternativo para mostra de arte, nos intervalos músicos de diferentes bandas ou que apenas toquem algum instrumento poderão reunir-se para fazer o show da Banda da Hora, praça de alimentação e venda de artesanato.
BANDAS PRINCIPAIS:
* Casa De Orates:
Me dêem asas, mas tirem meus pés.
* Banda Raiz:
Banda de Reggae Argentina!
maiores informações no blog do evento: http://outrolado2008.wordpress.com
Variantes e seu novo cd
•13/10/2009 • 1 ComentárioNão quero me torna repetitivo aqui neste espaço dizendo o que já foi dito por vários colunistas de jornais e revistas sobre os Variantes, que eles são um dos melhores trios do sul do país. Abandonemos a mesmice e falaremos de algo jamais publicado até então em outra mídia, o novo cd dos Variantes. Em uma conversa com o baterista da banda André (Baga), ele nos contou um pouco de como anda os preparativos para o novo cd.

Tava assistindo vocês no Programa Radar quando o Willian comentou do novo cd, fiquei curioso pra saber um pouco mais e gostaria que você nos contasse, como anda os preparativos?
As gravações vão ser em porto alegre, no estúdio Marquise51, durante os meses de outubro e novembro, as composições estão 90% prontas das prováveis 11 musicas, somente uma delas falta uma elaboração maior e outras 2 delas apenas revisões de letra e algum tipo de arranjo ou detalhe em andamento.
Qual vai ser o diferencial com relação ao primeiro?
A grande diferença vai ser nos arranjos e num numero maior de instrumentos, no primeiro gravamos o trio, somente ele, nesse terá um número bem maior de instrumentos, pelo menos essa é a idéia, vamos ver se sai do papel e funciona.
Fica difícil ter a previsão exata para sair, mas a idéia é ser lançado em marco de 2010, pra ficar mesmo na idéia de um disco (CD) lançado a cada dois anos.
legal cara, ta venenoso então?
Acreditamos ter um conceito novo nesse, ele ta de certa forma muito diferente do primeiro, sempre continuamos buscando a originalidade, vamos vê no que da. Temos novos rumos e nova sede para a banda. Um novo conceito criativo nas composições que focam mais acessibilidade aos ouvidos. Temos muitas expectativas, idéias, vontades.
Pois é agora que tu falo nesta parte do conceito eu queria te pergunta uma coisa, eu sempre lembro dos Variantes como uma banda de garagem, um rock visceral, que bota pra fude no palco, devido a esses novos elementos tu acha que isso vai perde um pouco, ou pelo contrario, vai soma nessa característica da banda de fazer um som digamos mais cru sem tantos elementos?
Pode perde um pouco esse lado garagem, mas a idéia é essa, é como aquelas super bandas que você vê ao vivo é uma coisa, e o CD é completamente diferente pela produção e a quantidade de instrumentos, raconteurs, supergrass, bob darim, carlos erasmo 71 (erasmao)… tornar mais “completo” o cd gravado mesmo.
Legal,
porque assim, o que eu mais curto nos Variantes é isso, essa pegada que vocês tem, principalmente no palco, acho muito bom a maneira como a banda conseguem tocar o publico, é muito justa essa troca, vocês quebrando tudo no palco e galera respondendo.
legal, é… acreditamos que colocando mais instrumentos e não gravando tão ao vivo como foi o primeiro cd a banda não perdera esse lance da pegada que tu citou, do palco, só ficara mais bem elaborado.
a banda esta realmente de mudança para Porto Alegre? E o porquê da escolha por essa cidade?
A mudança pra poa foi a seguinte, eu tentei puxa o barco indo de mala e cuia, já estou a dois anos lá, só que a minha tentativa de puxada de barco não teve o resultado esperado por mim, que era fazer os guris irem para lá de mala e cuia também, é uma pena ao meu ponto de vista.
Quando iniciamos o trio combinamos, sem mesmo saber quanto tempo ia durar, se ia da certo, se ia ter publico se ia ser bom/ruim e tal; “depois de ter cd, clipe e site vamos embora”, era algo combinado desde o inicio.
Eu na minha opinião acho q seria o ideal, acho que vocês já conquistaram tudo que tinha pra ser conquistado por aqui.
Continuando o assunto da ultima pergunta e emendando nessa, acho que todos têm sua própria vida, suas dificuldades e facilidades tanto no lado financeiro ou não, suas metas e suas preferências, sua maneira de sonhar com a banda, ou quem sabe com outra carreira profissional, eu não condeno os guris, não deixarei de tocar com eles algo assim, até porque acho muito difícil da banda acabar, existe amizade verdadeira e a tal química quando os 3 tocam juntos, coisa importante para uma banda, só lamento mesmo porque eu acredito que nos teríamos que ser uma banda meio cigana, pelo menos por um período.
concordo com você meu caro…
morar em poa um ano, depois um ano em sampa, um ano em Brasília, Curitiba quem sabe..
é foda pra mim, acredito no talento dos dois, acho que os 3 juntos rola uma química ótima coisa que com toda humildade não vejo em muitas bandas no Brasil, vejo em poucas, e lógico sei e reconheço os defeitos ou algo que se tem para melhorar, tanto individualmente ou tanto como trio e banda.
mas isso toda banda tem, sempre da pra melhorar alguma coisa.
Verdade, tirando os Beatles hehehe
hehehe
mas tinha umas rixas entre eles também, mas faz parte, hehehe
André não vou mais ocupa teu tempo, muitíssimo obrigado pela entrevista, são atitudes como esta que tornam vocês uma puta banda, acho que é assim que tem que ser mesmo, acredito que tem espaço pra todo mundo, não precisa fica puxando o tapete de ninguém, reconhecimento vem através de um bom trabalho levado a serio e isso vocês tem.
Valeu, perfeita sua conclusão que tem espaço pra todos sem puxar tapete, tudo vêem através do trabalho. Qualquer coisa estamos ai, abraço.
Escute Variantes – www.myspace.com/variantes
[Paulo Cruz]
Psicodália edição histórica e suas bandas
•04/10/2009 • Deixe um comentárioAinda não temos os horários em que as bandas vão se apresentar, apenas esta relação de nomes que consta no post anterior, então vamos seguir esta mesma ordem para conhecer mais sobre cada banda, e a bola da vez é a banda gaúcha Pata de Elefante.

// RELEASE
A Pata de Elefante nasceu em 2002, na capital do Rio Grande do Sul, com Gabriel Guedes e Daniel Mossmann revezando-se entre guitarra e baixo, e Gustavo Telles na bateria. As boas melodias roqueiras que ajudaram a construir a fama do trio têm acento folk, bluesy e soul.
Seja como for, caracterizar a Pata como uma banda de rock instrumental é um tanto preguiçoso. Eles transcendem este rótulo e tocam em todos os cantos do país sem se prender a nichos. Já pisaram em palcos pop e eruditos, sempre muito bem recebidos. Com um show incendiário e marcante (um tapa nas orelhas, como o nome da banda já denuncia), do tipo de arregala olhos a cada tema, são presença assídua nos principais festivais independentes do país, sejam novatos ou velhuscos.
“Usamos uma estrutura da música pop, com referência dos anos 60 e 70, mas somos uma banda contemporânea. Não somos retrô. Ao mesmo tempo, acabamos por assumir um papel importante na divulgação da música instrumental, mostrando que não tem que ser algo elitista nem chato. Fazemos um som pro pessoal dançar, também, e isso quebra uma certa resistência com o instrumental”, Gustavo explicou em entrevista ao Jornal do Estado, de Curitiba.
O primeiro disco, auto-intitulado Pata de Elefante, chegou em 2004, pela Monstro Discos. E eles não pararam mais de viajar pelo Brasil – até agora, contabilizam mais de 500 apresentações. Um Olho No Fósforo, Outro Na Fagulha (2008, Monstro Discos), a exemplo do CD de estréia, entrou para um sem número de listas de melhores lançamentos nacionais do ano – da Folha de S. Paulo ao site da MTV, passando pela blogosfera. [Paulo Cruz]
Psicodália Edição Histórica
•04/10/2009 • Deixe um comentário
O festival que até então acontecia em pleno carnaval vai ter uma edição extra, histórica eu diria, com ninguém nada menos que Mutantes como atração principal alem da banda de rock progressivo Terreno Baldio e Blindagem, a cidade escolhida pelos organizadores foi Rio Negrinho/SC que fica a 120 km de Curitiba, nos dias 30 e 31 de Dezembro de 2009 e 01, 02 e 03 de Janeiro de 2010.
http://www.psicodalia.mus.br/
Relação das bandas confirmadas.
Pata de Elefante
Gato Preto
Maxixe Machine
Sopa
Sopro Difuso
O Sebbo
Trupe Sonora Casa de Orates
Plá
Cadillac Dinossauros
Mescalha
Bandinha Di-dá-dó
Poucas Trancas
Plástico Lunar
Mesa Girante
O Conto
Zé Trindade
Electric Trip
Massahara
Soul Barbecue
Baratas Organolóides
Trem Fantasma
Cosmo Drah
[Paulo Cruz]
Prédio que toca música
•30/09/2009 • 1 Comentário
Em Dresden, quando começa a chover, a música também começa. Na verdade, uma verdadeira sinfonia movida pela água. É assim que os moradores de um prédio de estudantes encaram os dias chuvosos no bairro estudantil de Kunsthofpassage, na cidade de Dresden, na Alemanha.
Acontece que uma mistura de tecnologia, critividade e engenhosidade transformaram o prédio principal do bairro em atração turística. Ele tem uma engenharia exterior formada por cones, funis, canos e até ratoeiras que foram simetricamente ajustado para reproduzir música na hora que começa a chover.
A intensidade da água que cai do céu determina o volume, a melodia e as harmonias do som que o prédio produz cada vez que uma chuva começa. E como nunca uma chuva é igual a outra, o prédio jamais repete uma música, para deleite dos turistas.
créditos: mtv
[Paulo Cruz]
Mordidas Sonoras – Franz Ferdinand
•27/09/2009 • Comentários desativados
Alex Kapranos mostra o que rock stars comem em trânsito internacional.
Lançado sem grande alarde no Brasil em 2007, tempos depois os shows que a banda fez no país (duas vezes em 2006: abrindo o show do U2, ocasião em que também se apresentou no Circo Voador no Rio, e no festival Motomix, em São Paulo), Mordidas Sonoras é uma compilação de crônicas do vocalista Alex Kapranos, publicadas em sua coluna Soundbites no jornal britânico Guardian durante sua primeira tour mundial.
O leitor é convidado a repartir o gosto de Kapranos pela comida “de rua”, típica, barata ou cara, familiar ou especial, que encontra em cada cidade por onde passa, do Rio de Janeiro a Nagóia. Kapranos é obviamente um fã de comida, mas a experiência também é uma forma de escapar da tradicão de conhecer os países apenas pela janela das dezenas de vans ou quartos de hotel, tão comum a bandas que passam a experiência exaustiva de uma volta ao mundo.
Com ilustrações do baterista da tour, Andrew Knowles, cada crônica vem acompanhada de um desenho. Lugares-comum de aficcionados por comida estão presentes. É o caso da banda comendo fugu, o venenoso baiacu servido como sushi no Japão, que pode matar quando não preparado com absoluta perfeição. Ou a inevitável visita ao templo do churrasco e dos jogadores de futebol no Rio de Janeiro, o Porcão, onde eles se divertem com as fichas vermelhas e verdes que indicam quando você quer parar ou pedir mais comida.
As crônicas são sempre leves e interessantes, e não só por mostrar que o vocalista é capaz de fugir por completo do clichê sexo+drogas da sua situação de rockstar, mas por apresentar fatias sutis e importantes de culturas diversas. Ou você sabia que na Austrália você pode fazer churrasco de caranguejos usando facões? Com humor, frases curtas e ritmo ágil, o livro é cheio de pequenas informações e rico em detalhes aparentemente desimportantes, mas que são elementos tão essenciais de uma cultura quanto a língua falada. Cheiros, texturas e sons acompanham cada história. Mas para mim o que realmente presta neste livro são as ilutrações de Andrew Knowles. [Paulo Cruz]
Falso
•27/09/2009 • Deixe um comentário
Em tempos distantes, a arte que envolvia o disco físico ajudava o ouvinte a entender melhor o conceito da música gravada ali. Hoje, quase tudo chega às nossas mãos virtualmente e nós acabamos montando um conceito individual que pode conter qualquer imagem. Por exemplo: para fornecer o acesso ao link que continha o novo álbum do Muse, “The Resistance” [Warner, 2009], o servidor utilizou uma verficação de palavras. Ironicamente, a palavra pedida era untrue. Na falta de imagens fornecidas pelos próprios músicos, essas seis letras parecem perfeitas para explicar o conteúdo do arquivo.
Se a constrangedora Uprising, um crossover anêmico de Atlas (Battles) e Womanizer (Britney Spears), é a primeira faixa e primeiro single do álbum, constata-se que o Muse nem se preocupa em fornecer prova contrária. Resistance, em seguida, ruma para o lado do metal sinfônico e lembra que tudo pode ficar ainda pior. É o que acontece em Undisclosed Desires, algo que o Usher já fez com muito mais dignidade.
Nesses casos em que bandas como o Muse, donas de uma imensa base de fãs, chegam perto do que há de mais desprezível na música, vai ter sempre alguém para dizer que essa é a década da diversão. A junção de gêneros é obrigatória mas não, necessariamente, criteriosa. Ou seja, não importa se é descartável, desde que funcione numa festinha qualquer. Se você não gosta, você é um grande chato que não entende piadas e não consegue se divertir. Estamos terminando a década vendo pilantragens como Britney Spears, Kelly Clarkson e Muse dividindo glórias com Radiohead, Wilco e Broken Social Scene. Será que a crítica na década passada foi injusta com os Backstreet Boys? Afinal, eles também tinham seus hits infalíveis para pista (Everybody, uma espécie de Thriller moderna, ou Larger Than Life). Para o azar da boy band, a década de 90 não foi a década da diversão…
Voltemos ao mais recente álbum do Muse que, infelizmente, não possui só três faixas. Pela frente ainda restam mais oito, tão ruins quanto as três primeiras. Matthew Bellamy, líder da banda, diz que “The Resistence” tem ênfase inicial no R&B contemporâneo e que dali em diante se torna épico e estranho. Para ser realmente sincero, o vocalista só precisaria tirar o “épico e” da sua frase. United States Of Eurasia é tão antiquada que faz “Day And Age” (do Killers) parecer um experimento moderno. Unnatural Selection (que trocadilho esperto!) rouba o riff de New Born para agradar fãs antigos mas termina mesmo como um inacreditável rip-off do Iron Maiden. Isso não é ecletismo, é esquizofrenia. É, provavelmente, o maior caso de confusão sobre o sentido da palavra desde Luiz Caldas (aquele mesmo, autor de clássicos como Nega do Cabelo Duro, letra que Danilo Gentili daria um braço para escrever. Entre no MySpace e ouça Maldição… é até parecido com Muse).
Bellamy completou sua sentença afirmando que depois de ficar “épico e estranho, o álbum então se encaixaria no gênero música clássica contemporânea”. Desconfio que a idéia que o rapaz tenha de música clássica contemporânea passe por Angra ou pelo Halloween. Porque são essas as bandas que fazem (ou faziam) música parecida com Exogenesis, um enorme pé no saco dividido em três partes. O álbum se encerra com essa deprimente tríade de metal melódico e nem por um segundo o ouvinte é agraciado com alguma sinceridade vinda do trio inglês. E se o nosso senso crítico anda tão atordoado a ponto de bestas-feras dessa estirpe se criarem, é melhor deixar que as máquinas resolvem o problema:
- Repita para mim, HD virtual, o que você acha do novo disco do Muse?
- FALSO.
- Obrigado.
Muse – The Resistance – 00
Ano: 2009
Origem: Inglaterra
Gênero: Rock, Metal Melódico, R&B
IN Picks:
Pra quem gosta de: Queen, Luiz Caldas, Angra
créditos: indienation
[Paulo Cruz]
Perfect Day
•27/09/2009 • Deixe um comentárioDois grandes ícones da música, Lou Reed e Luciano Pavarotti cantando a belíssima canção Perfect Day.
Assista se emocione e comente.
Dia Perfeito [Lou Reed]
Apenas um dia perfeito
Bebendo sangria no parque
E então mais tarde
Quando escurecer, nós iremos para casa
Apenas um dia perfeito
Alimentando os animais no zoológico
E então mais tarde
Um filme também, depois iremos para casa
Oh, isto me parece um dia perfeito
E eu estou contente por estar passando ele com você
Você apenas me deixa no ar
Apenas um dia perfeito
Problemas deixados de lado
Finais de semana somente nós
Isso parece divertido
Apenas um dia perfeito
Você me fez esquecer eu mesmo
Eu pensava que eu era qualquer um,
uma pessoa boa
Oh, isso me parece um dia perfeito
E estou contente por estar passando ele com você
Oh, parece um dia perfeito
Você apenas me deixa no ar
Você irá colher o que você plantou
Você irá colher o que você plantou
[Paulo Cruz]
Dica do dia [Casiokids]
•22/09/2009 • Deixe um comentárioCasiokids é um quinteto Norueguês (Bergen), produzem eletro afro-beat, o resultado é notável. Boas melodias, boas distorções e é dançável, esse é o tipo de banda que não precisa falar muito a música deles ja diz tudo.
Toca a fazer o download e pronto e se duvida assista os videos. [Paulo Cruz]
Orquestra Imperial Carnaval So Ano que Vem
•20/09/2009 • 2 Comentários
Carnaval Só Ano que Vem é o título deste fantástico álbum de estréia da Orquestra Imperial, a big band formada em 2002 que, entre seus 19 integrantes, conta com nomes notáveis da cena pop carioca, como Rodrigo Amarante (Los Hermanos), Moreno Veloso (+2), Nina Becker e Thalma de Freitas. Produzido por Mario Caldato ao lado de Kassin e Berna Ceppas, o álbum mescla samba, gafieira, bossa nova e MPB em 11 faixas divididas entre composições próprias, como “O Mar e o Ar” e “Não Foi em Vão”, além de regravações de clássicos como “Fita Amarela” de Noel Rosa. Vale a pena conferir! Download [Paulo Cruz]
Beatles dominam completamente top nacional: 14 álbuns entre os 40 mais vendidos
•17/09/2009 • Deixe um comentário
Os Beatles invadiram o top nacional de vendas de álbuns esta semana: são 14 discos entre os 40 mais vendidos . A razão desta avalanche prende-se com a reedição da discografia completa ( remasterizada ) dos Fab Four, que entra praticamente toda no top (exceptuando Beatles for Sale ). Nas duas primeiras posições da tabela continuam, respectivamente no primeiro e segundo lugares, Amália Hoje e a banda-sonora de Hannah Montana.
O registo dos Beatles que mais alto subiu na tabela foi Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band (3º lugar), seguido de Abbey Road (4º lugar), The Beatles/White Album (6º lugar), Let It Be (11º lugar), Rubber Soul (14º lugar), Help! (18º lugar), Past Masters (20º lugar), Yellow Submarine (21º lugar), Magical Mystery Tour (23º lugar), A Hard Day’s Night (28º lugar), Please Please Me (29º lugar), With the Beatles (37º lugar), Revolver ( 39º lugar) e, finalmente, a colectânea 1 (em 40º lugar).
Recorde-se que a BLITZ Especial Beatles está já nas bancas (custa apenas €3,00 ), tendo sido publicada no exacto dia em que as reedições também chegaram às lojas: 9 de Setembro. Em 53 páginas pode encontrar uma reportagem especial nos Estúdios de Abbey Road , em Londres, com os engenheiros de som que remasterizaram os álbuns dos Beatles, pela pena do maior especialista dos Fab Four em Portugal, Luís Pinheiro de Almeida, uma revisão da carreira da banda , perfis dos quatro elementos , entrevistas com fãs da banda e tudo e mais alguma coisa que quis saber sobre Paul, John, Ringo e George.
créditos: blitz
Paulo Cruz.
| Reedições da discografia completa dos Fab Four em grande na tabela. BLITZ Especial Beatles já nas bancas. |
| Os Beatles invadiram o top nacional de vendas de álbuns esta semana: são 14 discos entre os 40 mais vendidos . A razão desta avalanche prende-se com a reedição da discografia completa ( remasterizada ) dos Fab Four, que entra praticamente toda no top (exceptuando Beatles for Sale ). Nas duas primeiras posições da tabela continuam, respectivamente no primeiro e segundo lugares, Amália Hoje e a banda-sonora de Hannah Montana.
O registo dos Beatles que mais alto subiu na tabela foi Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band (3º lugar), seguido de Abbey Road (4º lugar), The Beatles/White Album (6º lugar), Let It Be (11º lugar), Rubber Soul (14º lugar), Help! (18º lugar), Past Masters (20º lugar), Yellow Submarine (21º lugar), Magical Mystery Tour (23º lugar), A Hard Day’s Night (28º lugar), Please Please Me (29º lugar), With the Beatles (37º lugar), Revolver ( 39º lugar) e, finalmente, a colectânea 1 (em 40º lugar). Recorde-se que a BLITZ Especial Beatles está já nas bancas (custa apenas €3,00 ), tendo sido publicada no exacto dia em que as reedições também chegaram às lojas: 9 de Setembro. Em 53 páginas pode encontrar uma reportagem especial nos Estúdios de Abbey Road , em Londres, com os engenheiros de som que remasterizaram os álbuns dos Beatles, pela pena do maior especialista dos Fab Four em Portugal, Luís Pinheiro de Almeida, uma revisão da carreira da banda , perfis dos quatro elementos , entrevistas com fãs da banda e tudo e mais alguma coisa que quis saber sobre Paul, John, Ringo e George. Saiba mais seguindo este link e corra para as bancas. |
Joe Strummer do Clash por Julien Temple
•08/09/2009 • Deixe um comentário
The Future is Unwritten, documentário sobre a vida de Joe Strummer, líder do The Clash. Dirigido pelo britânico Julien Temple o filme tem entrevistas com discípulos de Strummer como Bono, os atores Johnny Depp e John Cusack e os Red Hot Chili Peppers, além dos outros integrantes do Clash e amigos que moravam com ele em prédios condenados (squats) em Londres antes do sucesso da banda.
Imagens de Strummer nunca vistas, como de sua infância e juventude, além de clipes do Clash e dos Mescaleros, sua última banda, estão no documentário. Antigas entrevistas e gravações do programa de Joe Strummer na rádio BBC também fazem parte do filme, além de desenhos feitos por ele e que foram transformados agora em animações.
O cineasta Julien Temple ficou conhecido depois que dirigiu o primeiro filme dos Sex Pistols, Sex Pistols Number 1, em 1977. Em 1980 revelou toda a jogada de marketing de Malcolm MacLaren para os Pistols em The Great Rock’n Roll Swindle. Desde então realizou vários clipes, filmes e documentários de bandas de rock entre eles o musical Absolute Begginers, com David Bowie, e The Filth and the Fury, novamente enfocando os Sex Pistols, em 2000.
The Future is Unwritten teve premiere no Festival Sundance este ano e estreou no Reino Unido em maio. Não há informações sobre a estréia do filme no Brasil. A trilha sonora será lançada em breve e ela inclui não só preciosidades da coleção de discos de Joe Strummer, como também techno, e música havaiana e latino americana. Canções das bandas de Strummer obviamente estão na trilha além de faixas de Elvis Presley, Bob Dylan, Rolling Stones, o ídolo rockabilly Eddie Cochran e o jamaicano Ernest Ranglin.
[Paulo Cruz]
Veja o trailer de The Future is Unwritten:
Filme realizado por Madonna
•07/09/2009 • Deixe um comentárioSujidade e Sabedoria , filme realizado por Madonna, estreia quinta-feira [veja o trailer]

Primeira longa-metragem da rainha da pop conta com Eugene Hütz, dos Gogol Bordello, no papel principal.
O filme de estreia de Madonna como realizadora, Sujidade e Sabedoria , estreia esta quinta-feira (dia 10) nas salas nacionais. A longa-metragem conta a história da personagem desempenhada por Eugene Hütz (líder dos Gogol Bordello ), um emigrante ucraniano que tenta vencer na vida na Inglaterra e das suas duas companheiras de casa. [Paulo Cruz]
O Freakfolk no Cinema
•07/09/2009 • Deixe um comentário
Eternamente Crianças (Eternal Children, David Kleijwegt, 2006) é um documentário sobre a cena que então surgia em Nova York nos meiados da primeira década do século XXI. A tal cena, é o que foi instantaneamente cunhado como Freak-folk (pra alguns o nome foi “New American Folk”) – tal cena pode ser bem moldada para desconhecidos com a coletânica Golden Apples of The Sun, onde grande parte das bandas participam, inclusive os artistas contemplados no documentário, Devendra Banhart, CocoRosie, Anthony and the Johnsons e Vashti Bunyan. Outro bem presente no documentário é o músico William Basinski e suas Desintegration Loop Tapes.
Fruto de um senso de comunidade e comunhão, essas pessoas, distintas uma das outras, compartilham suas músicas e idéias. É muito dificil criar uma união musical entre os artistas, até mesmo pessoal. Basinki é praticamente um intelectual da música, Devendra um hippie, CocoRosie duas irmãs que se comportam quase como crianças (gostam de se ver assim de quaquer forma), Anthony é um artista no sentido mais pleno da palavra, Vashti é uma ex-hippie da década de 70 que é chamada de “matriarca” do movimento.
O filme tem a grande vantagem de não entrar no mérito de se aquelas pessoas são conscientemente um grupo de pessoas que se identificam musicalmente ou não. Na verdade, o que os une é justamente como diz uma das irmãs do CocoRosie, um certo sentido de comunidade que era presente na vida daquelas pessoas – dão até um lugar onde teria existido tal sentimento, em um show de Anthony. O que os parece unir na verdade é uma amizade e uma generosidade entre as pessoas – coisa que Vashti diz não ter acontecido nos anos 1960, geração que ficou conhecida por se comportar dessa maneira, mas que de repente se tornava real em uma Nova York do século XXI.
Vashti inclusive é a que oferece a melhor visão de quem são aquelas pessoas. Na cena inicial do filme, aparecem as irmãs de CocoRosie andando de bicicleta por terrenos baldios da cidade, onde de repente param a falam coisas que não se pode dizer se são sérias ou não: umas fadas que aparecem todas as noites para cortar o cabelo das meninas. Vashti diz que a genialidade e beleza dessas pessoas é justamente o entrelugar que essas coisas acontecem, nunca se sabe se estão falando sério ou não, se o que dizem é verdade ou não, se realmente acreditam no que dizem ou se estão brincando. O lugar da incerteza e do estranhamento e da não exaditão das coisas é implantado. Ou seja, a música, a arte dessas pessoas são mais ou menos isso mesmo – um estranhamento e uma não certeza do que é possível dizer sobre essas pessoas, sobre a músicas delas. Por isso surge, com o reconhecimento artístico deles um estranhamento do sucesso – não esperavam realmente que tantas pessoas iam realmente gostar daquelas músicas.
Esse entrelugar se transparece para a sexualidade das pessoas, assunto que se mais bem explorado poderia ter deixado o filme melhor. Anthony aquela figura incrivelmente ambígua, a assexualidade do CocoRosie, transparece na sensação corporal que essas músicas apresentam, a música, como diz Devendra no filme, se utiliza do corpo dessas pessoas para ser capitada no ar e retrasformada em música para o público em geral, uma idéia um pouco hippie, transcendental, mas que o diretor do filme consegue deixar muito simpática. Com Basinski e sua música muito mais intelectualizada não é diferente – o acaso de um encontro que cria aquelas músicas que vão se desintegrando. Basinski inclusive coloca a “desintegração” como componente formador dessas pessoas – uma resposta ao pós-grito de desespero de Cobain que os anos 90 não conseguiram lidar, como fala Anthony.

Ademais, as cenas de apresentações dos artístas são muito boas. Os shows “esculhambados” de Devendra que o Brasil já pode ver, Vashti tocando na relva, Anthony simpático no palco, fazendo piadas, mas cantando com uma emoção impressionante (como o Brasil também já pode ver), e a criação musical do CocoRosie, os experimentos, as gravações que são dos melhores momentos do filme. É um filme que vale a pena, pela presa da contemporaneidade de tentar entender o presente, o acontecimento recente. É um tanto bonito o filme – e mais uma vez, como em I Need That Record!, uma necessidade por uma idéia de comunidade, do comunitário, vem à tona novamente. Pode ser uma resposta a essa necessidade – uma comunidade ainda por vir.
Ai está a primeira parte do filme. créditos: odisco
[Paulo Cruz]
Raul Seixas música gospel inédita
•06/09/2009 • Deixe um comentário
Está fazendo 20 anos que Raul Seixas partiu desta para uma melhor. O “maluco beleza” deixou uma obra de respeito que todos conhecem. Além disso, material inédito, vez por outra pipoca. Agora, novos materiais a respeito do cantor devem ser lançados, incluindo uma faixa de 1973, “Gospel”, que originalmente foi composta com Paulo Coelho para a trilha sonora da novela global “O Rebu”, mas não passou pela censura. Agora “Gospel” foi produzida com a letra original, a partir de uma recuperação de uma fita K7 pelo produtor Marco Mazzola, que chamou Frejat para modernizar os arranjos.
Aqui está a versão original direto da fita K7. “Toca Raul!”
MP3: Raul Seixas – Gospel
[Paulo Cruz]
Documentário desvenda a genialidade, loucura e criatividade do eterno “mutante” Arnaldo Baptista
•05/09/2009 • 1 Comentário
Arnaldo Baptista, entre pincéis e telas
Texto e entrevista de Tanara de Araújo
Fotos de Canal Brasil/Divulgação
Quem diabos é Arnaldo Baptista? Gênio. Visionário. Louco. Mito. Artista. Todas absolutamente corretas, as respostas são esmiuçadas em Lóki, primeiro longa de Paulo Henrique Fontenelle, em cartaz nos cinemas do país. Premiado como melhor documentário no Festival de Miami deste ano, o filme não é apenas brilhante por trazer à tona a rica trajetória do eterno líder dos Mutantes. É também meritório por equilibrar a narrativa para leigos e iniciados — nada excessivamente didático, nem específico em demasia.
O ponto de partida é um recorte da vida pacata que atualmente Arnaldo leva na cidade mineira de Juiz de Fora, ao lado da esposa Lucinha. Em tom confessional, o músico destrincha histórias e sentimentos enquanto se dedica à pintura de uma tela, sua outra paixão artística — não tão desenvolvida quanto a música, mas simbolicamente interessante. Passado o prólogo, o roteiro de Fontenelle desdobra-se em três atos: a ascensão (Mutantes), a queda (drogas e depressão) e a redenção (reconhecimento da obra).
A primeira parte é, inevitavelmente, a mais divertida. É o retrato da inventividade rebelde de Arnaldo, Sérgio e Rita no auge da juventude e da inspiração. É o capítulo da compreensão da importância dos Mutantes em um país sem tradição roqueira em meio à ditadura dos anos 60. É o diário do amor profundo de Arnaldo por Rita e a explicação dos termos gênio e visionário. Não é necessária a carteirinha de fã para se emocionar com os registros do trio nessa época. Um dos mais tocantes é a entrevista nos bastidores do festival de 1967, no qual a banda acompanhou Gil em “Domingo no Parque”. Pueril, Arnaldo descreve a experiência como “muito legal”.
Além de uma infinidade de material de arquivo e entrevistas com o próprio Arnaldo Baptista, Lóki é recheado de declarações de amigos, jornalistas e artistas. De um elenco que vai do irmão Sérgio Dias ao fã Sean Lennon, pipocam histórias pessoais, lembranças engraçadas e tristes, análises, pedidos de desculpas e, óbvio, agradecimentos e elogios. Com um casamento perfeito entre imagens e depoimentos, a montagem perspicaz de Fontenelle deu-se ao luxo de descartar a (quase sempre) enfadonha figura do narrador.
Ainda que uma importante peça-chave da vida e obra de Arnaldo, Rita Lee optou por manter-se em silêncio – assunto que provocou ligeira polêmica. A falta de seu testemunho, porém, não compromete o fluxo narrativo, muito menos o resultado final. Pelo contrário. Com aparições reservadas a imagens antigas (cedidas por ela sem problemas), Rita é encaixada ao contexto de modo doce e afetuoso. Exatamente como permanece na memória de Arnaldo.
Queda e redenção
A partir da menção às drogas lisérgicas, o filme sutilmente muda o tom. Com edição mais lenta e narrações mais densas, a alegria é substituída por sombras. Ladeira abaixo, segue-se a dura separação de Rita e a derrocada dos Mutantes. Em um fiapo de luz — que expande o significado de gênio e insere o de louco — Arnaldo concebe o álbum que dá título ao filme. Embora tido como obra-prima, o conteúdo é o esboço de problemas futuros ligados à depressão.
Orquestrada pela fiel Lucinha, a recuperação marca a etapa final de Lóki, que volta a ter um ritmo mais ágil e comentários mais positivos. Após longo ostracismo, Arnaldo exorciza velhos fantasmas com o retorno dos Mutantes (mesmo com Zélia Duncan no lugar de Rita Lee). Com belas imagens de shows lotados, beirando à catarse em Londres e São Paulo, e fãs espalhados pelo mundo, o momento é de prestígio. O ciclo fecha-se com o entendimento do mito.
É certo que a vida de Arnaldo Baptista é um roteiro de cinema nascido pronto. Sucesso, amor, obstáculos e final feliz. Fazer a fórmula dar certo, seja em documentário ou ficção, são outros quinhentos. É preciso, entre demais critérios, fazer escolhas técnicas acertadas e sensibilidade para administrar o conteúdo a diferentes públicos. Em sua estreia, Paulo Henrique Fontenelle foi bastante feliz não só nesses pontos. Acima da elucidação de qualquer conceito, Lóki é um sólido mosaico sobre o homem à frente do artista, do visionário, do louco e do gênio.

Gênio, louco, visionário, mito e artista
ENTREVISTA – PAULO HENRIQUE FONTENELLE
“O rebelde entre os rebeldes”
Você pesquisou, roteirizou, dirigiu e montou as quase duas horas de Lóki. Ao assisti-lo, fica evidente que você lidou com um material bastante extenso. Como foi o processo de buscar, separar e decidir o que iria para a tela?
Foram quase quatro anos de trabalho intenso. Começamos com um programa de meia hora em 2005, que desencadeou o projeto do longa, e iniciamos as filmagens em 2006 com o show de Londres. Durante todo esse tempo, corremos atrás de todas as pessoas que fizeram parte de maneira significativa na vida do Arnaldo, seja para dar entrevistas ou contribuir com materiais. Acompanhamos o Arnaldo no seu dia-a-dia, filmando a pintura do quadro e a turnê com os Mutantes. Também percorremos todas as emissoras de TV e cinemateca atrás de imagens de arquivo. No final, tínhamos reunidos mais de 500 horas de imagens. E aí começou o quebra-cabeça da edição. Montei um primeiro corte de duas horas e quarenta minutos, que já estava ótimo. Foi duro ter que cortar quase um terço do filme, mas acho que o que ficou é o fundamental para contar a história desse grande artista.
Além dos materiais de arquivo e das intervenções do próprio Arnaldo, há os depoimentos de várias pessoas ligadas diretamente a ele ou não. Algumas escolhas são óbvias (Liminha, Dinho, Sérgio Dias) mas há nomes interessantes como Lobão e Devendra Banhart. Como foi a escolha desse elenco?
Buscamos praticamente todas as pessoas que de alguma maneira fizeram parte da vida do Arnaldo, desde amigos de infância a parceiros musicais. Lobão participou bastante da vida do Arnaldo. Eles quiseram montar um grupo juntos no final dos anos 70 e recentemente ele foi uma das pessoas que lançaram o disco Let It Bed, através de sua revista OutraCoisa. O filme ainda abre espaço para fãs ilustres do Arnaldo como Sean Lennon e o Devendra, que nós conhecemos quando fizemos nossas primeiras gravações em Londres.
Como foi a questão da recusa da Rita Lee?
Tentamos várias vezes entrar em contato com Rita Lee, mas sempre recebíamos a resposta, através de sua assessoria de imprensa, de que esse é um assunto que ela não gostaria de falar. É algo que devemos respeitar. Mas apesar dela não ter dado entrevistas, a Rita está presente no filme o tempo todo da maneira mais bonita possível através de imagens de arquivo. É a Rita Lee pela qual o Arnaldo se apaixonou.
Quais as outras dificuldades que você enfrentou para tocar o projeto?
A maior de todas era estar fazendo um filme tão complexo com um orçamento e uma equipe mínima. Éramos, durante a produção, basicamente três pessoas: eu, o André Saddy (produtor executivo) e a Isabella Monteiro (diretora de produção) nos revezando nas mais diversas funções, dedicando fins-de-semana, férias com uma paixão incrível. Essa paixão foi o diferencial que fez a gente superar todas as dificuldades. Como o Paulo Mendonça, diretor geral do Canal Brasil, sempre fala, esse é um filme amador no melhor sentido da palavra. Um filme feito por pessoas que amam aquilo que fazem.
Lóki apresenta claramente três atos: alegria dos Mutantes, a obscuridade do período da depressão e a esperança advinda do reconhecimento da obra. Isso foi fruto do roteiro ou da montagem?
Quando eu comecei a rodar o filme, tinha uma ideia bem clara do que eu queria contar. A vida do Arnaldo por si só já é um história que daria um ótimo filme de ficção. Mas, obviamente, as coisas foram acontecendo no meio do caminho e o filme foi se modificando. Quando comecei o projeto, pretendia acabar o filme mostrando como o Arnaldo vivia esquecido em Juiz de Fora. Mas a primeira coisa que aconteceu quando iniciamos o projeto foi a reunião dos Mutantes em Londres. Achei que ali tínhamos o final perfeito. Alguns meses depois, teve o show do Ipiranga para 80 mil pessoas, fechando com chave de ouro essa trajetória. Foi um filme que foi se modificando com os acontecimentos.
Como foi a recepção do Arnaldo em relação ao material finalizado?
A primeira vez que ele viu foi em uma sessão fechada na sala do Canal Brasil. Pude perceber sua emoção no final da exibição. Ele diz que o filme conseguiu capturar a sua alma e que, a partir de agora, ele será sempre lembrado como “o rebelde entre os rebeldes”.
E por que Arnaldo Batista?
Tudo começou com um programa de televisão que fizemos em 2005. Na época, eu quase nada sabia sobre o Arnaldo. Durante a feitura do programa, fui lendo tudo e ouvindo tudo que era possível sobre o Arnaldo e ficando cada vez mais fascinado com sua história de vida e com a beleza de sua obra. Ao término da edição, ficou em mim uma frustração muito grande em ter que resumir uma vida tão rica de acontecimentos em meia hora. Mais do que isso: ficou a indignação de ver como uma pessoa tão importante para a nossa cultura vivia tão esquecida e com seu valor não reconhecido. Acho que esse filme faz justiça ao talento e a real importância do Arnaldo na nossa música e creio que a partir de agora, Arnaldo Baptista jamais será esquecido.
[Paulo Cruz]
Disco novo dos Mutantes vaza na web
•03/09/2009 • 2 Comentários
Vazou o novo disco dos Mutantes, ‘Haih… or Amortecedor’, a ser lançado no dia 8 de setembro pela gravadora Anti.
É o primeiro disco de inéditas da banda gravado 35 anos depois de ‘Tudo Foi Feito Pelo Sol’, de 1974. A nova formação, já sem Arnaldo Batista, conta apenas com Sérgio Dias e o baterista Dinho como membros originais da banda, embora Dinho fosse apenas músico contratado na gravação do primeiro álbum, ‘Mutantes’, de 1968.

[Paulo Cruz]
Forgotten Boys – Louva-a-Deus
•03/09/2009 • Deixe um comentário
Tais mudanças são facilmente explicadas, o tempo de estrada do grupo, com sabe-se lá quantos shows nas costas, e o velho processo de amadurecimento da banda, afinal, a adolescência passou faz tempo para o quarteto. Tudo o que encontramos de bom neste Louva-a-Deus já aparecia, mesmo que menos escancarado, no álbum anterior. As letras em português, o bom trabalho vocal e, principalmente, a produção. O Forgotten Boys deixava de ser mais uma banda barulhenta, para começar a se transformar em uma banda “barulhenta”, mas com qualidade ritmica.
Mas como superar o que foi feito em Stand By the D.A.N.C.E.? Simples, manter a linha seguida no álbum, manter o que já estava bom e se esmerar para sumir com qualquer possível falha. Não leio a mente de ninguém, mas é bem provável que foi isso que passou na cabeça desses caras, afinal, eles tinham em mãos um excelente produto e não valeria a pena colocar outro no mercado se não fosse, pelo menos, tão bom quanto.
Exatamente por isso pouca coisa mudou desde o lançamento de Stand…, o som garageiro, característico do grupo, continua lá, as guitarras “sujas” também, o vocal agudo idem. A mesma cara sessentista/setentista, com som carregado de Stooges e MC5 ainda é a característica mais marcante da banda. Só que agora encontramos uma banda que se faz um som saudosista, mas sem soar como um grupo dos anos 2000 e sim como se tivesse realmente nascido há mais de 30 anos. É possível, até, encontrar ecos de bandas nacionais, como Made in Brazil e Patrulha do Espaço nas canções em português – tanto que a banda vem fazendo shows mais intimistas, com repertório calcado no blues.
Resta saber como os antigos fãs vão receber esse disco, já que a cada lançamento, o trabalho do Forgotten Boys, mesmo mantendo as características que fizeram a banda crescer no mercado underground nacional, fica mais límpido e, por que não, mais acessível. Ainda que seja basicamente impossível ouvir qualquer canção de Louva-a-Deus nas rádios. Então não perca tempo e vá logo no trama virtual e baixe tudo que puder.
[Paulo Cruz]
‘Trainspotting’ é eleito o melhor filme britânico dos últimos 25 anos
•03/09/2009 • Deixe um comentárioO Jornal inglês ‘The Observer’ convidou mais de 60 celebridades relacionadas a 7ª arte inglesa para listar o que seria “Os 25 melhores filmes britânicos dos últimos 25 anos”.
A cada convidado, entre eles diretores, roteiristas, atores,e críticos, foi incumbido a tarefa de eleger 10 filmes de sua preferência e o filme mais citado foi Trainspotting, de Danny Boyle, mesmo diretor do “Quem Quer Ser Um Milionário?”, premiado com Oscar de melhor filme em 2009 e 9ª colocação na lista britânica.
Trainspotting também faz parte da lista dos 100 melhores filmes da minha vida e Danny Boyle um dos meus diretores preferidos. Aproveito para indicar “Cova Rasa”, sua estréia atrás das câmeras e “Extermínio”, já em uma fase mais badalada de sua brilhante carreira.

Veja a lista completa:
01º Trainspotting (1996)
02º Os Desajustados (Withnail & I – 1987)
03º Segredos e Mentiras (Secrets & Lies – 1996)
04º Vozes Distantes (Distant Voices, Still Lives – 1988)
05º Minha Adorável Lavanderia (My Beautiful Laundrette – 1985)
06º Violento e Profano (Nil By Mouth – 1997)
07º Sexy Beast (2000)
08º O Lixo e o Sonho (Ratcatcher – 1999)
09º Quem Quer Ser Um Milionário? (Slumdog Millionaire – 2008)
10º Quatro Casamentos e um Funeral (Four Weddings and a Funeral – 1994)
11º Uma História de Sobrevivência (Touching the Void – 2003)
12º Esperança e Glória (Hope and Glory – 1987)
13º Control (2007)
14º Naked (1993)
15º Under the Skin (1997)
16º Hunger (2008)
17º This Is England (2006)
18º Todo Mundo Quase Morto (Shaun of the Dead – 2004)
19º Vingança Redentora (Dead Man´s Shoes – 2004)
20º Red Road (2006)
21º Riff-Raff (1981)
22º O Equilibrista (Man On Wire (2008)
23º Meu Amor de Verão (My Summer of Love (2004)
24º A Festa Nunca Termina (24 Hour Party People (2002)
25º O Paciente Inglês (The English Patient (1996)
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•31/08/2009 • Deixe um comentárioAna Cañas em Chapecó
•30/08/2009 • 2 ComentáriosAna Cañas – Hein? (2009)
Artist – Ana Cañas
Album – Hein?
Release Date – 2009
Label – Sony BMG Europe
Genre/Style
World Music
Brazilian Pop
1. Na Multidão (Part. Arnaldo Antunes)
2. Coçando
3. Na Medida do Impossível
4. Esconderijo
5. Sempre com Você
6. Chucky Berry Fields (Part. Gilberto gil)
7. Gira
8. Problema Tudo Bem
9. Aquário
10. A Menina e o Cachorro
11. Não Quero Mais
12. O Amor é Mesmo Estranho
Depois de receber elogios rasgados de Caetano Veloso e Chico Buarque e chamar a atenção da crítica nacional com o seu álbum de estréia Amor e Caos, em 2007, Ana Cañas lança o seu segundo disco. Intitulado Hein?, o álbum traz 12 faixas, todas de autoria da cantora, e uma versão para a música “Chucky Berry Fields Forever”, de Gilberto Gil. Ao seu lado, Arnaldo Antunes e Dadi assinam algumas músicas e a produção musical é de Liminha. Aos 28 anos, Ana Cañas mostra com este novo trabalho toda a sua versatilidade como intérprete e compositora, em um disco que passeia por toda a diversidade do pop, rock, jazz, blues e reggae.
Mas o bom mesmo disso tudo é saber que ela vai estar apresentando aqui em Chapecó ao vivo este novo trabalho, informação oficial, divulgada na sua agenda, mas ainda não sabemos onde será o local de sua presentação, só nós resta aguarda, enquanto isso aproveite bem o disco, Hein?
Dica
•30/08/2009 • Deixe um comentário
Fiquei tão feliz de ter visto este post no blog do mestre Kid Vinil que resolvi divulgar por aqui também.
Nele Kid comenta a respeito da fantástica banda, o Forest Fire, da nova cena Brooklyn, NY, mas o que chama atenção é o lançamento de um compacto em vinil de 7 polegadas, totalmente caseiro, embalado numa capinha de saco de pão, carimbado o nome da banda. O single “Fortune Teller” recebeu elogios de todas a lojinhas independentes lá fora e a banda chegou até a ser comparada ao Modest Mouse no inicio.O disco desta semana na Rough Trade é “Survival” do Forest Fire (capa acima) cuja foto reflete o clima e o lugar onde o disco foi gravado, a partir de demos feitas com um só microfone captando tudo. Um trabalho totalmente caseiro e um resultado eficiente. Assim como há quase tres anos Bon Iver se refugiou numa cabana e gravou seu elogiadissimo “For Emma, Forever Ago”, esse álbum de estréia do Forest Fire é mais um exemplo de que com poucos recursos e boas idéias alguns conseguem fazer milagres.Por coincidencia os dois discos citados aqui foram gravados fora dos estúdios convencionais, com resultados surpreendentes.
A principio o álbum “Survival” era cedido pra download no site da gravadora, mas se quiser ouvir está disponível no endereço abaixo:
http://www.catbirdrecords.com/forestfire/
1. I Make Windows
2. Fortune Teller
3. Sunshine City
4. Through My Gloves
5. Promise
6. Echoes Coming
7. Steer Me
8. Survival
9. She’s Building Something…
10. Slow Motion






























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