O novo álbum do Cold War Kids na íntegra (dica)

Uma semana antes do lançamento do novo álbum, os americanos do Cold War Kids liberaram as músicas do novo CD, Mine is Yours, para streaming.

Agora, o Mine Is Yours está disponível no site holandês 3VOOR12, onde pode ser ouvido na íntegra. A data de lançamento para o novo álbum é no dia 25 de janeiro.

 

Créditos: movethatjukebox

Dom Capaz (dica)

O grupo Dom Capaz, quarteto que surgiu em Uberlândia — cidade localizada na região central do triângulo mineiro, é a trigéssima nona descoberta.

Formada em 2005 a partir de esboços e rascunhos de Lucas Paiva, o grupo se consolidou artisticamente em 2009 quando lançou seu primeiro EP chamado “Meio Tanto de Atenção”.

Entre referências que vem de melodias tristes dos sambas de Cartola e Noel Rosa, à riffs de guitarra que remetem a bandas de rock da geração pós-punk (Radiohead, Pixies), o Dom Capaz revela em seu primeiro EP uma faceta um tanto experimental para um quarteto de roqueiros que “namora a MPB mas não quer soar samba rock”.

A banda, que é ativa no circuito Fora do Eixo, e que em 2009 participou do importante festival Jambolada (MG), deve lançar no começo de 2011 seu segundo EP — trabalho que já está em processo de produção.

Abaixo vocês podem conferir a entrevista com o baixista do Dom Capaz, Felipe Tavares. Nela, o instrumentista revela alguns detalhes sobre a identidade do grupo e também revela “novas bandas” que merecem atenção do público que acompanha a cena musical alternativa.

Créditos: rocknbeats

O Som Das Guilhotinas (Dica)

https://i0.wp.com/userserve-ak.last.fm/serve/500/4423254/O+Som+Das+Guilhotinas+2.jpg

O baixista Igor Imbuzeiro da banda Favella, lança projeto solo instrumental, o cara mergulha em varias vertentes como

Kayo Dot, Bjork, Sigur Ros, Tom Waits, Animal Collective, As Tall As Lions, Battles, Curumin, Gruvis Malt, Fleet Foxes e Tortoise para criar algo extremamente estrambólico. boa viagem amiguinhos, boa viagem.

Kayo Dot, Bjork, Sigur Ros, Tom Waits, Animal Collective, As Tall As Lions, Battles, Curumin, Gruvis Malt, Fleet Foxes & Tortoise.

Mamma Cadela (Dica)

https://i1.wp.com/a16.ac-images.myspacecdn.com/images01/58/l_7d313280292bc547748e7312e6b1ca87.jpg

O Mamma Cadela mistura trilha sonora com o rock psicodélico dos anos 70. Além disso, sofre influência do Trip Hop e do Jazz contemporâneo. Na sua formação, sintetizadores, pick-ups, guitarra, contrabaixo fretless e bateria.

A banda parece se transformar a cada música, com arranjos bem distintos, que vão de harmonias complexas a melodias bem suaves. Esse mesmo contraponto, se aplica a sonoridade da banda, com timbres limpos e texturas experimentais.

A banda acaba de finalizar seu primeiro álbum, intitulado “Mamma Cadela em busca da verdade”. O disco foi gravado em sua grande parte ao vivo, com todos os integrantes na mesma sala, se olhando. Tudo isso, para captar a melhor performance, dando espaço para improvisações, novas interpretações e espontaneidade nas músicas.

Depois dessa etapa, voltaram para o estúdio para adicionar alguns detalhes de arranjo, como um quarteto de cordas, saxofones e duas participações muito especiais: Joana Cecatto, da banda Biônica e Wanderlea, que interpreta “Antonico” de Ismael Silva, na faixa “Meus Eletrodomésticos”.

O disco foi produzido e mixado por Fabio Pinc, tecladista da banda, que já trabalhou e tocou com bandas como Ludov, Seychelles e Labo.

A banda costuma transitar entre dois lados bem distintos da cena musical independente.
Já tocou em casas de show com Os Cobras Malditas, Astronauta Pingüim, Seychelles e também em teatros, exposições e vernissages, mostrando seu lado mais cool e erudito. Os anos pares são bons para lançamentos e os ímpares para compor.

https://i2.wp.com/3.bp.blogspot.com/_qTvnX_kfJMM/Soze1o0OC6I/AAAAAAAACKE/76QCbnDMOSw/s400/49015.jpg

Paulo Cruz

I’m From Barcelona [dica]

I'm from Barcelona - Let Me Introduce My Friends - 2006

A melhor banda de 29 membros da Suécia em toda a história. Hahaha! Óbvio que sim, aliás é a melhor banda de 29 membros de todos os tempos. A maioria não é composta por músicos profissionais e sim por amigos do mentor do projeto/banda Emanuel Lundgren. Aliás, Lundgren é um multi-instrumentalista talentoso, com faro para sensibilizar grandes públicos com suas canções ingênuas e singelas. O I’m From Barcelona se destaca por arranjos graciosos, que nos remetem à canções de programas infantis, ou de rodas de acampamento de igreja. O coral de vozes presente, é aplicado e incansável em diversos trechos do disco. Mas não pense que eles soam essencialmente inocente. No disco Let me Introduce my Friends, eles demonstram a riqueza de precisão vocal, a habilidade em incrementar algumas passagens de uma canção com ótimas paredes de vozes, harmoniosas e alternadas. Os arranjos instrumentais se alternam no frenesi de momentos mais calorosos e em outras na pacífica levada de circunstâncias mais ternas e afáveis. Você pode começar a traçar uma lista de bandas parecidas, mas pode ter certeza, embora eles soem como aquelas bandas indies de “rock fofinho” (ê termo!), tipo Architecture in Helsinki, eles são bem diferentes pela direção que tomam ao utilizar plataformas vocais elaboradas e bem complexas. Você pode começar a tentar lembrar do nome daquela banda gigantesca… o Poli, Polyph… Polyphonic Spree! Sim, tudo bem, a banda é grandona como eles (tem 23 membros), mas são mais reflexivos, mais psicodélico e menos acessíveis aos ouvidos. Mesmo assim, também é uma ótima banda.

O primeiro disco da banda, lançado em 2006 é iniciado com ‘Oversleeping’, uma canção de harmonia relaxante, empolgante pela forma que se intensifica ao chegar no refrão. O sabor “adocicado” da melodia é aumentado por toques de sinos ao fundo. Os vocais em massa já mostram o quanto são importantes. ‘We’re From Barcelona’ é agradável com seus acordes dedilhados com capricho e seu ritmo sereno, numa bateria que te faz bater os pés ao ouví-la. Ela chega ao seu auge com os surreais “na-na-nas” que fazem ponte entre o refrão e a próxima estrofe. É realmente diferente notar que mesmo cheio de inserções vocais, com pequenos fraseados e “uhuuuuus”, o mais atraente na faixa é como toda a música é cantada por uma multidão de vozes. ‘Treehouse’ é envolvida por um baixo que dita o ritmo à batidas que parecem mais batidas de palmas. A letra nos envia aos melhores momentos da infância, quando tudo era uma fantasia, quando as cabanas que fazíamos (é, o Brasil não tem a cultura infantil de criar casas de árvore) eram a nossa fulga, quando acreditávamos que ali estávamos seguros:

I have built a treehouse
I have built a treehouse
Nobody can see us
It’s a you and me house

O fim da canção é magistral, com um mar de vozes se esparramando em opulentas e extensas linhas de harmonia. ‘Chicken Pox’ é mais pop, mais similar com o que você ouve por aí, sai da “novidade” que o disco propõe, mas ainda sim é uma bela canção. É de levada aprazível, num folk vistoso cheio de acordes bem apresentados numa melodia bem cativante. Os vocais peculiares da banda ainda dão uma pitada de classe ao refrão.

Dê o rótulo que quiser, mas a verdade é que essa banda promissora e diferenciada vem crescendo aos poucos, viajando pelo mundo, apresentando um trabalho que não há como não ser notado. E com 29 cabeças ativas na banda, é difícil imaginar um momento sem inspiração para eles. Vamos ver o que vem por aí.

*Sugestão de Mih Nakano

Set List

1- Oversleeping
2- Collection of Stamps
3- We’re from Barcelona
4- Treehouse
5- Jenny
6- Ola Kala
7- Chicken Pox
8- Rec & Play
9- This Boy
10- Barcelona Loves You
11- The Saddest Lullaby

Baixar o disco!

[Paulo Cruz]

Uma Bela Trilha Para Um Domingo Bucólico

kings452

Depois de dois belos discos Quiet is the new loud de 2001 e Riot on na empty street de 2004 , somos brindados com um novo disco deste dueto que, transita muito bem entre suas influências pop com uma roupagem bossanovística, trazendo uma áura e estética bucólica em suas canções, pelas temáticas envolvendo amizade, encontros e companheirismo. Tudo bem, até parecem piegas estes temas e tudo mais, mas o belo trabalho de suas melodias e arranjos vocais constróem todo este quadro simpático e cativante de suas músicas.

Durante este hiato de 5 anos, Erlend øye se aventurou em outros projetos, como  The whitest boy alive. Já Eirik Glambek Bøe se engajou em seu outro projeto Kommode. Este afastamento durou até o encontro dos dois no México, em 2007, na mesma praia que aparece na capa do disco.Duas semanas depois eles voltaram a tocar juntos para uma apresentação no México. Segundo øye, foi um reencontro que trouxe novo frescor àquela amizade, sendo condensada em algumas canções, que acabaram dando neste novo trabalho. São duas pessoas que precisam uma da outra para libertar suas verves criativas, diz øye.

Nesse novo disco, somos brindados com várias texturas que nos transportam para um lugar paradisíaco, dando aquela sensação de frescor em nossa memória, resgatando nossa nostalgia das férias infantis. A primeira faixa, 24-25 começa nos mostrando que o Kings continuam com o mesmo tom, assim como nos outros discos. Mas com uma certa diferença, temos a impressão de voltar àquele primeiro disco, um tanto quanto mais enxuto relativa à sonoridade e os instrumentos.  Em Riot on a empty street havia muitas cordas, piano e até bateria, no hit I’d ratter dance with you. Em  Declaration Of Dependence temos novamente estes instrumentos, mas a batida no violão e o cello são as figuras que nos conduzem nessa viagem.

Em Mrs Cold ,Rule My World temos uma nova levada, trazendo novas cores ao disco. Enfim uma viagem que pra quem curte os primeiros discos do Belle And Sebastian, M. Ward, Feist, Badly Drawn Boy dentre outros, irá gostar deste novo trabalho. Pode não ser uma grande inovação dos outros dois, mas, enfim o que basta é que continuam na boa forma e  aguardar a promessa do retorno do duo ao Brasil nesta nova turne. Eles já passaram por aqui no TIM festival de 2005, e Erlend também veio na Invasão Sueca, no Rio de Janeiro em 2007. Espero que desta vez, Erlend seja um pouco mais tolerante com os ruídos da platéia. Algo que incomodou-os durante suas apresentações por aqui. Tá certo que Erlend tem um ar um tanto quanto pedante e sarcástico, mas o que interessa aqui é a sua música.

O disco saiu nos Estados Unidos em 20 de outubro deste ano, e alguns vídeos e singles já podem ser encontrados pela internet, assim como o disco, vá a busca!

[Paulo Cruz]