The Mars Volta – Olympia Theatre, Dublin

Pense muito sobre The Mars Volta, e você pode acabar se tornando muito confuso e frustrado. A partir do imediatismo e convencionalidade comparativa dos At The Drive-In foi um dos expoentes hoje da prog-ismos e interlúdios jam prorrogado. Para a dupla criativa do vocalista Cedric Bixler-Zavala e do guitarrista Omar Rodríguez-López, cada show é um slot à tarde em Woodstock. Como muitas bandas matariam para poder saciar-se que muito, para testar os limites da paciência de seu público e ainda manter seu ardor febril. Mas não há tal coisa como um gênero ruim – apenas músicas ruins, e não importa como ícone At The Drive-In pode ter sido, não importa o quanto você ama os afros, The Mars Volta não estaria no número álbum de estúdio, cinco se não sabia uma coisa ou duas sobre songwriting. O ponto é provado na chave de abertura de faixas neste primeiro show manchete nunca irlandês (que têm aparecido na ‘Inertiatic ESP’ (incorporando ‘Son Et Lumiere’) é amado por muitos fãs por ser a primeira música que ouviu pelo grupo, e sua emocionante falhas código Morse são suficientes para trazer a multidão expectante ao ponto de ebulição. A segunda faixa é “Cotopaxi”, uma de três e meia da laje minutos de funk duro fora Octahedron deste ano. Bixler, debatendo e chicotadas a liderança mic como um leão hirsute Tamer, o líder é uma prisão – cobra-neurastênico, misteriosamente não-comunicativos e de aparência estranha – que é um alívio porque Rodriguez não vai dar-nos um de seus famosos super – a-ombro-e-back-flips guitarra novamente.

Apesar do ritmo caleidoscópico, o volume de cabelo e assustador, cogumelos-tinged visuais pré-colombiana, este o mais intransigente de grupos servidas para agradar a multidão. Fomos tratados de “O Led Zeppelin Widow’ de lamentar, a salsa-metal de” Roulette Dares ‘e em’ Cicatriz ESP ‘, uma granada goosebump caralho enorme. Tanto quanto foi favorável, que era ele.

O Mágico de Oz – 70 Anos

Em 2009, a adaptação para os cinemas do conto fantasioso de Lyman Frank Baum completa 70 anos desde seu lançamento. O filme, lançado em 1939, tornou-se um marco do cinema por diversos fatores. Foi uma das primeiras produções a usar o recurso de technicolor (para deixar as cenas coloridas), alçou Judy Garland – que já era popular na época – ao status de verdadeira estrela de Hollywood, apresentou canções originais que o mundo cantaria até os dias de hoje, e foi uma das primeiras adaptações de obras literárias que puderam ser vistas nas telas dos cinemas.

É difícil fazer um post sobre os 70 anos da película sem comentar sobre as diversas variações da história que surgiram no decorrer do tempo. Até mesmo o próprio livro, lançado pelo escritor nascido em Chittenango, NY, ganharia mais treze (!) continuações, criadas pelo próprio. Frank Baum, que era fascinado por literatura e teatro desde a infância, lançou diversos livros infantis e adultos, mas entregou ao mundo sua obra definitiva – “O Mágico de Oz” – somente em 1900. A história de Dorothy, garota que é levada à uma terra desconhecida por um furacão repentino e procura, com a ajuda de um espantalho, um leão e um homem de lata por um mago poderoso que pode mandá-la de volta pra casa foi um grande sucesso de vendas na época, tendo sido posteriormente adaptada para os palcos da Broadway, permanecendo em cartaz por nove anos.

Incrivelmente, o aniversário da versão cinematográfica foi comemorado de forma discreta em alguns lugares do mundo. A cidade de Wamego, no Kansas, realizou diversos eventos em comemoração à data, além de manter há anos o “museu” de “O Mágico de Oz”, que possui no acervo mais de 25 mil (!!) peças relacionadas ao filme, incluindo um figurino original usado por Judy Garland nas filmagens do mesmo. No resto do globo, os setenta anos do lançamento foram celebrados sem muito alarde – os grandes estúdios e redes de lojas não deixaram de prestar suas homenagens e, de quebra, talvez lucrar um pouco com isso…

A Warner Bros. , em companhia da “Swarovski” convidou diversos designers/estilistas famosos para fazerem releituras bem glamourosas do famoso sapatinho de rubi que a protagonista usa para realizar seus desejos (curiosidade: no livro, eles não são rubi, são prateados!) A exposição “The Wizard of Oz Ruby Slipper Collection” – que mostrará as criações de nomes como Manolo Blahnik, Jimmy Cho e até Gwen Stefani e sua grife L.A.M.B – esteve na Mercedez Benz Fashion Week no mês de Setembro,  e, itinerante, estará em outras grandes cidades, como Miami, durante a Miami Art Week esse mês. Os sapatos serão leiloados daqui alguns meses, com o fim do evento.

Os estúdios lançaram também, em diversos países – incluindo Brasil – uma edição especial do filme em DVD, com 4 discos cheios de extras. Ok, o preço é salgado: em média, R$149.00 pelo Box completo. Lá, você pode encontrar materiais nunca antes vistos pelos fãs, produzidos na época do lançamento e também agora.

Gostaria de prestar sua homenagem a obra e convidar os leitores à conhecer – ou relembrar – esse clássico que recebeu dois Oscars  (melhor trilha sonora e melhor música) , foi eleito pelo American Film Institute como o décimo melhor filme de todos os tempos e está guardado de forma carinhosa nas mentes de gerações que vivenciaram uma época diferente da nossa e agora, continua conquistando novos fãs apaixonados pelo reino de Oz e por uma história tão simples e ao mesmo tempo tão encantadora e marcante.

Pra finalizar, vamos relembrar uma das canções mais clássicas de todos os tempos e que está na trilha sonora do filme? Aposto que vocês sabem qual é…

[Paulo Cruz]

Los Hermanos – Bloco do Eu Sozinho [2001]

Embora o Ventura também seja merecedor de um ranking como esse, não dá pra negar que foi o Bloco do Eu Sozinho o marco histórico na carreira dos Los Hermanos. Os caras sofreram uma mutação incrível ao parí-lo, entrando em um denial generalizado consequente ao estouro do hit Anna Julia. O disco é tomado por uma melancolia rascante, que de certa forma acaba assumindo uma frente carismática, através das melodias minuciosamente bem compostas e alegres. Todo Carnaval Tem Seu Fim abre os trabalhos, cantando uma alegria carnavalesca bastante hipócrita. Seguindo chegam as belíssimas A Flor, Retrato Pra Iáiá, Assim Será, Casa Pré-Fabricada, e aquela com a letra mais gênia ever: Cadê Teu Suín?, todas obras prima compostas por dois dos melhores poetas da década: Rodrigo Amarante e Marcelo Camelo. E no momento que o cara acha que já dá pra segurar os suspiros, chega Sentimental, uma avalanche de desconsolo que, num verso subliminar, justifica todo e qualquer joguinho de amor, quando afirma: “Se ela te fala assim, com tantos rodeios, é pra te seduzir e te ver buscando o sentido daquilo que você ouviria displicentemente. Se ela te fosse direta, você a rejeitaria.” Depois desse tapa na cara, neguinho nunca mais se recupera. Nem com as lindas finaleiras Deixa Estar, Mais Uma Canção, Fingi Na Hora Rir ou Veja Bem Meu Bem no repeat a semana inteira. Bloco é um lindo álbum, daqueles de deixar na prateleira e tocar pros netos daqui uns bons 50 anos.

créditos: mycool

Terceiro álbum do Arcade Fire pode sair em maio

Já cansou de fazer listinhas mentais dos discos esperados para 2010? Pois saiba que a listagem só tende a aumentar. Só para o primeiro semestre já podemos esperar novos trabalhos de, por exemplo, Black Rebel Motorcycle Club, Interpol, Strokes (?), She & Him, Spoon, Goldfrapp, Shout Out Louds, Keane, entre outros.

E não é que os nomes supracitados podem ganhar um companheiro de peso? Os canadenses do Arcade Fire estão com um disco sendo preparado e, de acordo com a Billboard, o terceiro trabalho da excelente banda quebequense deve ser lançado em maio do próximo ano! Ótima notícia para os fãs que, assim como eu, aguardam anciosamente pelo sucessor de Neon Bible – último disco do Arcade, lançado em 2007.

Notícias indicam que a banda passou os últimos seis meses em estúdio com o produtor Markus Dravs, que já trabalhou com Coldplay, Bjork e Brian Eno e foi, aliás, um dos engenheiros de som do último CD do Arcade Fire.

[Paulo Cruz]

Covers que valem a pena conhecer!

Fiona Apple: Across The Universe (Beatles)

Fiona Apple.

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=8gLWTtlMwo4&feature=fvw
Um daqueles casos em que a regravação é melhor do que a versão original. A dos Beatles é ótima, mas a tristeza envolvente que Fiona Apple emprestou a esse cover é de arrepiar.

Nelly Furtado: Sozinho (Caetano Veloso)

Nelly Furtado

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=oSgTC6WXv7w
Nunca gostei muito de nenhuma das versões dessa música, mas o sotaque lusitado de Nelly Furtado deixou-a, no mínimo, um pouco mais cativante.

The Killers: Girls Just Wanna Have Fun (Cyndi Lauper)

The Killers

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=-RrRSPjLvWI
Inspirados pela dance music em seu último álbum, pode ser que os garotos do The Killers tenham se empolgado o suficiente pra fazer um cover do clássico de Cyndi Lauper. Brandon sempre se solta nas dancinhas!

St Vincent – These Days (Nico)

St. Vincent

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=1vxQs84FMWQ
A voz de St. Vincent soa frágil e indefesa nessa versão da música composta e gravada por Jackson Browne e posteriormente pela ex-vocalista do Velvet Underground, Nico. A letra da música é linda, um lamento. E cada pessoa que a interpretou mostra nuances completamente diferentes – ora a canção soa mais otimista, algumas vezes totalmente desesperançosa. Annie Clark, a.k.a St Vincent, por sinal, é uma ótima cantora, que pode vir a se tornar mais conhecida por uma música sua inserida na trilha sonora de “Lua Nova”. Conheçam a banda, mas não precisam ir ver o filme no cinema, tá?

One Republic: Mercy (Duffy)

One Republic

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=fD8sLsvn9qQ
A banda, que ficou famosa ao gravar “Apologize” com Timbaland, regrava a música da cantora Duffy, que ficou impregnada na cabeça de muita gente no ano passado. Boa para aqueles que simpatizam com a canção, mas detestam os agudinhos da artista. Até eu que gosto, admito: de vez em quando é difícil ouví-la por períodos prolongados sem querer dar um soco no rádio. (?)

Johnny Cash: Hurt (Nine Inch Nails)

Johnny Cash

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=o22eIJDtKho
Johnny Cash se apropriou da música, com sua voz de mágoa e naturalmente melancólica. Outra no mesmo nível da versão original.

Florence And The Machine: Halo (Beyoncé)

florence-and-the-machine

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=0_ohj99qeBA
Depois do susto que levei com a cara da Florence Welch , a.k.a. Florence + The Machine na foto do vídeo, me atentei a versão curiosa de Halo que ela fez. Gosto da artista, mas não posso dizer que essa versão seria hit no meu mp3. (?) O resultado é estranho.

Ida Maria: Sweet About Me (Gabriella Cilmi)

Ida Maria

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=aBITg73bYw8
Sabe a música do comercial do Rexona, com a mocinha de cabeça pra baixo? Ganhou uma versão menos “arrumadinha” da roqueira Ida Maria. Ficou ótima!

Corinne Bailey Rae: Sexyback (Justin Timberlake)

Corinne Bailey Rae

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=v5P9lZC4stE
Corinne Bailey Rae consegue, de certa forma, tirar todo o “assanhamento” (?) da música de Justin Timberlake.

Regina Spektor: Love Profusion (Madonna)

Regina Spektor

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=64mdCi95ySs
Ignore a má qualidade de gravação: Regina Spektor transformou um dos singles do álbum “American Life” em uma de suas músicas impecáveis tocadas no piano.

Elvis Costello: Beautiful (Christina Aguilera)

Elvis Costello

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=Gkd4rq0hRyY
Versão de “Beautiful”, música escrita por Linda Perry e interpretada por Elvis Costello que certamente marcou para os fãs da série House M.D!

 

[Paulo Cruz]

Epopeia em movimento: rumos da banda para 2010

Depois de um ano com grandes conquistas, a banda Epopeia por enquanto da um tempo na loucura e retorna no ano novo com novos projetos. A banda me parece insaciável quando se fala de buscar novas vertentes na hora de compor suas músicas…

Em um breve papo com o guitarrista e ‘principal compositor’ da banda Herman G. Silvani, o Niko, conversamos um pouco sobre as novidades que estão por vir.

E ai Niko, quais bandas você anda escutando atualmente?

(Niko) Muita coisa.. por exemplo, agora, ouço a nona de bethoveen (que véia mais punk bicho!)..

sempre estou (estamos), antenados em bandas novas, sons exóticos ou não..

além do garage rock e do psicodélico/progressivo e soul, que sempre estão nos ouvidos.. poderia citar: mars volta, doctor deseo, astronauta pinguim, plástico lunar, goran bregovic, buena vista, patrulha, chucrobillyman, ruido/mm, mutantes, who, velvet underground, floyd, electric prunes, hendrix, cream, gogol bordello, reconteurs, entre outras…

Não faz muito tempo que vocês lançaram o ultimo cd, já estão pensando no próximo? Como esta o processo de composição, algum prazo pra lançamento?

Pois é. o cd novo está rodando por aí. e ainda estamos divulgando ele e tal. não pensamos nada para um próximo. nunca pensamos isso tão antecipadamente assim. a coisa acontece na hora que há uma necessidade, já que não temos obrigações com gravadora, mercado e tal. mas pretendemos gravar as músicas novas que já existem, e creio, que em breve estaremos compondo outras. o processo é praticamente o mesmo.. um tempo atrás, eu fazia sozinho as músicas, agora a Liza e a Eliz entraram nisso, o que gerou uma nova perspectiva e sonoridade.  algumas das novas músicas já tem o sangue delas também. Já o Tuba, também tem sua parte, a bateria entra depois e é parte da composição, dentro da liberdade de criação de cada um. o suor feminino deu novo alento as nossas composições, e isso só acrescenta.

E qual é a idéia do próximo? Já tem algo definido com relação a isso?

Mas olha.. vai saber! a coisa acontece no caminho. idéias para o próximo, como já foi dito, não temos, pelo menos não agora. sempre percebemos o que está acontecendo, garimpamos algo novo, no sentido de trazer em si uma poética, uma estética que tenha sua própria linguagem. o mundo hoje, pede mais do que a linguagem musical/sonora, é preciso trabalhar as linguagens que estão em volta, no ar. os sentidos precisam ser provocados. casar timbres, sonoridades, com as letras, o visual, as cores (ou a falta delas), a postura da banda, presença de palco e tudo mais, para se chegar a algo maior, que a gente nem sabe direito o que é, mas existe. a busca e o risco é o que nos move.

Se alguém me pergunta, como faço pra compor, não sei muito o que responder, mas ao contrário do que muitos pensam, é um processo bem pensado, pra atingir certo objetivo, não sai do nada. E sempre é tudo muito pessoal, por mais que na maioria das vezes eu faça o uso de personagens.

Nisso, como é o processo de composição das letras de vocês? Há algum tema recorrente, que acaba sendo abordado em mais de uma música, como o que? Ou é algo que simplesmente aflora e não há controle?

É um pouco dos dois. a coisa acontece, deixamos que seja assim. mas, idéias existem também. quando componho só, uso o violão geralmente, tenho algumas letras anotadas por aí, alguns riffs e frases musicais, idéias.. as vezes rola juntar, adaptando uma coisinha aqui, outra ali.. mas geralmente, faço as letras e melodia, junto com a música, ao mesmo tempo, brincando sabe?! Experimentando… até penso em temas, mas quase nunca fecha. agora, com a presença da Liza e Eliz na ‘sala de-composição’, isso flui diferente, mas neste mesmo processo, que, diga-se de passagem, já vem destilado de outros momentos. a coisa é meio surreal, experimental mesmo. não tem muita regra. talvez, sim, alguns critérios, mas isso não predomina. é um pouco de emoção e razão, do momento, além de inspirações fotográficas e poéticas. cinema, além de literatura e música, é um grande suporte para compormos. por aí… não tem um tema específico, mas posso dizer que muito gira em torno de imagens.

Vocês acabaram de se apresentar em Curitiba, como foi a experiência de tocar lá, qual é a diferença do público?

Ah, foi legal cara! o local era muito legal, apesar de não saber quem era o dono nem nada. lá existem muitas tribos, e tudo mais direcionado, talvez por haver mais opções e tal, os bares, a maioria pelo menos, são pequenos, porém simpáticos e aconchegantes, mas parece que o povo do rock não se mistura muito como aqui. tocamos para um público pequeno, umas 40 cabeças creio, mas foi bom, a energia rolou e o rock aconteceu. entre tragos e estragos, deixamos um pouco do nosso sangue e suor por lá.

hehehe

podcre, sempre tem que ter o trago

Opa! é combustível também…

teria mais algo que vocês talvez gostariam de estar divulgando neste espaço que ainda não foi abordado? o espaço esta ai.

Claro! somos parceiros no rock aqui na cidade. sem contar que a Ultraleve é uma das bandas que admiramos-curtimos-respeitamos.. mas é por aí. só não vou mencionar a tour no camboja, vietnã e em kosovo. nem o vídeo clandestino que já rodou no faustão e ninguém viu. o mais tá aí…

valeu Paulo! adelante el róque!

E ai quando que a Ultralepopeia vai contratacar?

Pois é.. quando vocês estiverem com a munição em dia, estamos aí…

P’ra fuzilar mesmo!

É isso ai em breve estaremos aprontando algo. abraços

* A Epopeia, entre outras coisas, é uma das bandas criadoras do projeto “Entrevero de Rock”, foi classificada para a semifinal do FEMIC, e tem dois CD’s gravados. O mais recente: “em mo.vi.men.to”, está sendo vendido em Chapecó nos seguintes locais: Café Brasiliano, Sebo Panacéia, Old Music, Palladium e Art Tattoo, ou com a banda; e em Xaxim na Zairo Tattoo Studio.

Para saber mais da banda e o que gira em torno dela, baixar músicas, contatar, etc.:

www.epopeiarock.blogspot.com

www.myspace.com/epopeia

+ palcomp3 + purevolume + trama virtual

Tel.: (49) 9975.0881  (A/C Niko ou Liza)

[Paulo Cruz]

O parente mais foda da familia, Jorge Cruz

Nasci na Praia da Barra, no seio de uma família descendente de padeiros e guardas fiscais. O meu pai era treinador de futebol e a minha mãe cozinheira de chanfanas. Fiz a escola primária num colégio de freiras onde fui introduzido à fé e à religião. Aos fins-de-semana visitava militantes do PRP na prisão de Custóias. Com 10 anos, parti para Angola. Estudei na Escola dos Flamingos Cor-de-Rosa, Lobito, Benguela. Fui aprendiz de pesca em mar-alto sob vigilância de militares cubanos. Iniciei o treino em ginástica desportiva com o campeão mundial russo Lev Smedianov, embora a composição de refrões pop tenha afectado o meu rendimento. De regresso a Portugal, e já depois da morte de José Afonso, vivi na Charneca da Caparica, escrevi letras de hip-hop e formei um duo com o guitarrista Rui Jorge Abreu. Aos 15 anos, voltei à Praia da Barra onde celebrei casamento com uma jovem fotógrafa praticante de body-board. Fui basquetebolista. Li os existencialistas e formei o power-trio Superego que gravou em 1998 o disco “Quem Concebeu o Mundo Não Lia Romances” aclamado pela crítica por ter capa sépia. Ao vivo os Superego abriram para Sérgio Godinho e Jorge Palma e podem ser acusados de ter interrompido músicas para baixar do palco e participar em rixas. Com o segundo disco “A Lenda da Irresponsabilidade do Poeta” (2001) fecharam a sua história inscrita num manifesto cómico-radical que não lhes granjeou amizades. Pelo meio editei 300 exemplares de canções acústicas gravadas em cassete baptizadas de “O Pequeno Aquiles”. Licenciei-me em psicologia. Assinei os papéis de divórcio e fui tocar nas ruas de Barcelona e Santiago de Compostela. Estagiei com o músico guineense Oli Silva. Formei uma Fanfarra de música tradicional portuguesa de fusão. Dormi na Lagoa do Fogo e ouvi o “Time Out Of Mind”. Fui investigador na Universidade do Porto, àrea de feminismo e psicologia política. Em 2003, gravei o álbum “Sede” que viria a ser editado pela NorteSul. Dediquei-me à escrita de short-stories e romances de amor. Na primavera de 2006, formei 4 bandas e fui para a Sra. da Hora gravar “Poeira” com músicos portuenses do rock, do jazz, do reggae e da música tradicional. Esperei pelo S. João para me despedir do Hospital de Sto. António e mudei-me para Lisboa onde aprendi as profissões de bartender, porteiro e ensaísta. Em 2007, fui apresentado ao Tiago Guillul e ao Samuel Úria, fomos até Sesimbra gravar o primeiro disco do João Coração que acabei por co-produzir, e habituei-me a comer japonês em centros comerciais e a ler passagens da bíblia criteriosamente aconselhadas. O Manuel Fúria aproveitou para me ir oferecendo grades de minis até eu estar convencido a produzir Os Golpes. Gosto adquirido, comecei o ano de 2009 a produzir o João Só e Os (seus) Abandonados. Ainda em 2008, formei em Oeiras a banda de tráde-roque Diabo Na Cruz com o Bernardo Barata (Feromona) e o João Pinheiro (Tv Rural), à qual se juntam B(Fachada) e João Gil (V. Economics). Primeiro álbum para a FlorCaveira é gravado em Maio. Com a Helena Madeira (Dazkarieh e Mú) formo o duo niú-folque Os Vígaros. Chamo-me Jorge Cruz. Outra vez a mudar de casa.

http://www.myspace.com/jorgecruzpoeira

[Paulo Cruz]